Reparação da lancha Ariel atrasada após deteção de danos no interior dos motores

0
9

Na sequência da reparação, em curso, da lancha Ariel, deslocou-se à ilha das Flores um técnico representante da marca dos motores da embarcação, para realizar os procedimentos em falta paraa conclusão do processo, nomeadamente dar o arranque às máquinas e efetuar as provas de mar.
Importa destacar que este procedimento apenas podia ser realizado após a conclusão das demais reparações, e por um técnico credenciado da marca dos dois motores da Ariel, de forma a salvaguardar a garantia dos equipamentos. Nesse procedimento, foi possível constatar a existência de danos nos motores, que até agora não tinham sido identificados e cuja extensão terá ainda de ser avaliada, prevendo-se, assim, o prolongamento do período de imobilização da lancha.
Recorde-se que a Ariel estava imobilizada desde agosto de 2019, quando um cabo à deriva se enrolou num veio, provocando danos no motor de bombordo. Concluída que estava a sua reparação, foi sujeita a abalroamento e danos significativos estruturais e em equipamentos na madrugada de 2 de outubro passado, pela ação do Furação Lorenzo, no terrapleno do porto das lajes das Flores. A destruição do porto e, posteriormente, a greve de estivadores em alguns portos do continente português motivaram o atraso na retirada de algum equipamento danificado da ilha, bem como oseu regresso após reparação. Por sua vez, também a pandemia de Covid-19 e os seus efeitos de restrição à mobilidade levaram a atrasos na entrega de equipamentos por parte dos fabricantes e na deslocação de técnicos às Flores.
Na sequência dos estragos provocados pelo Lorenzo, deslocou-se às Flores um perito da seguradora, para fazer a avaliação da extensão dos danos na lancha, não tendo, na ocasião, sido identificado qualquer problema ao nível dos motores.

Entretanto a Atlânticoline já diligenciou a avaliação urgente da extensão dos danos agora
identificados nos motores, e o acionamento do respetivo seguro, para dar sequência ao processo de reparação.
Enquanto a Ariel se mantiver imobilizada, o serviço continuará a ser assegurado como tem
acontecido até agora, mantendo os horários previstos e com recurso aos serviços de um operador marítimo-turístico.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO