Revivendo… Mais uma vez, foi Natal

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Mais um Natal acaba de nos bater à porta e os comportamentos de troca de cumprimentos e ofertas, por vezes presentes, tantos deles supérfluos, mas que são do agrado das crianças e até de muitos adultos.
Natal, costuma dizer-se que é quando quisermos, porém, não estamos de acordo, uma vez que consideramos tal dia, como uma data especial, digna duma celebração ancestral e, deveras, singular.
É sempre com alegria e emoção que celebramos este evento e bendizemos todas as manifestações sentidas, de alegria e entusiasmo que vemos nos olhos das crianças e até de muitos idosos que, generosamente, agradecem do coração, um simples abraço de fraternidade.
Na quadra natalícia é impossível esquecermos as manifestações alegres das crianças, não só as que nos são próximas, mas, também aquelas que não têm, nem sentem os afectos próprios desta quadra, tão querida.
Não é difícil a quem, como nós, já viveu umas dezenas acrescentadas dos anos, imaginar os dias difíceis, cheios de infortúnios, vividos por tantas crianças, que são obrigadas a deixar as suas terras e fugirem para sítios mais seguros, sem sequer imaginarem que os seus destinos, tantas vezes, acabaram com desaparecimento nas águas oceânicas.
Assim como não é fácil esquecer que o nosso país, cada vez mais envelhecido, continuar, progressivamente, a assistir à triste realidade de reconhecer a penúria de tanta gente envelhecida, cujos familiares chegados, nem deles se lembram.

Janeiro de 2020

 

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