Rui Bettencourt defende a participação ativa dos cidadãos na construção da sociedade onde se inserem

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O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas defendeu hoje, em Ponta Delgada, que ao binómio “diversidade – integração” deve ser associado o binómio “enriquecimento social pela diversidade – cidadania pela participação”.

“A melhor estratégia de integração é a que coloca a participação ativa dos cidadãos a construir a sociedade onde se encontram, a serem coautores ativos de mundos em construção e não sujeitos passivos como meros observadores da sociedade onde se inserem”, afirmou Rui Bettencourt.

Para o governante, que falava na sessão de abertura do seminário internacional ‘Integração e Diversidade’ que decorre no âmbito da reunião do International Steering Committee da Metropolis, a “identidade assumida, onde as raízes são fundamentais”, e a “participação cidadã plena” constituem “o equilíbrio necessário às estratégias de integração”.

“Nenhum Açoriano, filho ou neto de Açoriano, deixa de ser Açoriano por ser americano, canadiano, brasileiro ou uruguaio”, frisou o titular da pasta das Relações Externas, sublinhando que “ninguém deixa de ser Açoriano, nem ninguém é menos Açoriano porque nasceu fora dos Açores, mas aqui vive e esta terra adotou”.

Rui Bettencourt recordou que “os Açores sempre foram confrontados com o fenómeno migratório, emigração e imigração, referindo as “pessoas que aqui chegaram de vários horizontes, trazendo consigo a diversidade enriquecedora e que, por isso mesmo, tanto participaram na construção e na identidade dos Açores de hoje”, mas também as “pessoas que daqui saíram rumo a vários horizontes, enriquecendo também, com a nossa cultura e com trabalho, outras paragens do mundo”.

“Estamos a falar de uma diáspora de quatro a seis vezes a população do arquipélago”, disse o governante, salientando que, em termos percentuais e com todos estes Açorianos, será provavelmente “a maior diáspora do mundo”.

“Se coloco aqui o caso açoriano é porque nele encontramos a diversidade como fio condutor da construção de uma identidade, no interior e no exterior do nosso território”, afirmou o Secretário Regional, sublinhando o equilíbrio “intenso, vivo, dinâmico, permanente” entre a identidade e a participação ativa “na construção efetiva, com outros, de outros mundos e novas sociedades”.

Rui Bettencourt reiterou a necessidade de se implementarem “mecanismos de participação efetiva desta diáspora”, como é o caso do Conselho da Diáspora Açoriana, cuja criação foi recentemente anunciada pelo Presidente do Governo, “onde os Açorianos de todo o mundo podem participar e colaborar no projeto açoriano” e que será “um elemento fundamental para esta participação”.

O Secretário Regional manifestou ainda a disponibilidade do Governo dos Açores para concretizar projetos comuns com os parceiros da Metropolis, sublinhando o “sentimento de orgulho” de fazer parte deste grupo internacional, que reúne mais de 60 parceiros de 23 países e que trabalha para o progresso social e para a promoção do bem comum, graças ao “permanente e frutuoso relacionamento que se alcança apenas pelo diálogo e pela promoção da interculturalidade”.

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