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Rui Terra: “Continuamos firmemente empenhados, conjuntamente com a CMH, o CNH e a ARVA na manutenção destas realizações internacionais”

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Tribuna das Ilhas (TI)- A marina da Horta recebeu, por estes dias, a regata internacional Les Sables-Les Açores-Les Sables que contou com a participação de 72 “yachts”. Em que consistiu a apoio da Portos dos Açores, a este evento?
Rui Terra (RT) – A Portos dos Açores, S.A. faz parte da Comissão Náutica Municipal da Horta (CNMH), coletivo que junta, sob coordenação da Câmara Municipal da Horta, também o Clube Naval da Horta e a Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA), sendo a agregação destas entidades que permite captar grandes eventos desportivos internacionais, ligados à vela de alto-mar, sobretudo os que se realizam a partir de portos e marinas da costa atlântica de França. Nesse sentido, a administração portuária tem um recurso humano, concretamente o Coordenador do Departamento da Marina da Horta (Armando Castro), que se envolve, ao longo de todo o ano, nos mais variados contatos com os clubes gauleses que organizam estas competições, bem como com a Federação Francesa de Vela e com diversas municipalidades de França, com quem, ao longo de meses, as regatas vão sendo atempadamente preparadas. Tradicionalmente, a Portos dos Açores, S.A. marca também presença no Salão Náutico de Paris, que decorre em dezembro de cada ano (com suspensão da nossa participação, ali, nos dois últimos anos, como se compreende, em função da proliferação da pandemia da COVID-19), onde se definem os últimos acertos para o calendário náutico do ano seguinte. A par disto, no âmbito da CNMH, esta empresa pública acompanha ainda, em terras francesas, a largada destas provas, dado que esse momento também se constitui na altura própria de ‘afinação’ dos últimos preparativos e da definição logística do acolhimento na Horta das comitivas estrangeiras, altamente profissionalizadas, que envolvem, como agora, o clube LES SABLES D’OLONNE VENDEE COURSE AU LARGE, a Direção de prova, a Comissão de Regatas, os árbitros oficiais da Federação Francesa de Vela, os redatores destacados para acompanhar todo o evento, os fotógrafos e operadores de vídeo e drone, enfim, um leque muito alargado de pessoas… Depois, já na Horta, envolvemo-nos em toda a logística de preparação das nossas infraestruturas (porto e marina) para receber tão extensa frota de veleiros – neste caso, em 2022, a maior de sempre numa regata offshore que alguma vez escalou os Açores – , que este ano implicou, nomeadamente, desocupar por inteiro o pontão “B” da Marina da Horta e metade dos fingers do pontão “C”, reservando-os exclusivamente para os participantes na prova. Depois, e porque este tipo de competições, em função da extensão e impacto do trabalho das equipas de comunicação que lhes estão associadas, têm um efeito de promoção das nossas infraestruturas náuticas de grande dimensão no exterior (que se alarga à ilha e a todos os Açores), colaborando também com meios humanos e embarcações por ocasião da chegada dos veleiros – chegada que se pode prolongar por vários dias, como se sabe e que este ano foi desde uma quinta-feira até à segunda-feira seguinte, de dia, de noite e de madrugada – e, igualmente, nos preparativos para a largadas das segundas etapas, de regresso a França, com a colaboração, é natural, do Clube Naval da Horta e de inúmeros particulares, que se chegam a nós e se põem à disposição para ajudar no que foi preciso, numa postura de voluntariado total, mas também de cidadania empenhada e de participação ativa na elevação da sua terra.

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