Click Saúde & Bem Estar – O que é a fascite plantar? Como se identifica? Quais as soluções?

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Por: Fisioterapeuta – Cristina Gomes

O sufixo (-ite) designa uma inflamação de um tecido e o prefixo (fáscia) é uma camada de tecido conjuntivo que se localiza, neste caso na planta dos pés, entre os músculos flexores e a pele. A fáscia é portanto, uma banda fibrosa e firme que se distende desde o calcanhar até à base dos dedos e tem como função sustentar e manter o arco plantar de pé.

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Geralmente, quem sofre dessa patologia, sente fortes dores no pé logo pela manhã ao dar os primeiros passos. Ao longo do dia ao realizar as suas atividades diárias a dor persiste, mas tem tendência a melhorar, pode ocorrer também inchaço no local.
Muitas são as causas da fascite plantar e é importante ficar atento a elas. A mais comum é causada pelo esforço repetitivo, derivado por exemplo do aumento do número de quilómetros feitos em corrida. Outras causas associadas poderão ser a pronação prolongada, isto é, utilizar o lado lateral do pé com mais frequência na marcha, o excesso de peso, uso frequente de salto alto ou quem tem por exemplo, o pé plano ou cavo (significa que tem arco plantar diminuído).
O que também é frequentemente associado à fascite plantar é o esporão no calcâneo (osso do calcanhar). Este esporão localizado na base do pé surge por deposições de cálcio sucessivas que o próprio organismo produz. Estes achados podem ser identificados em exames complementares de diagnóstico como o raio-x. Porém, esta patologia nem sempre é associada à fascite plantar pelo que se recomenda uma avaliação com um profissional de saúde certificado.
Posto isto, qual é o método mais eficaz para tratar a fascite plantar? Já falamos do que se trata, sobre suas causas, mas existe algum tratamento? Sim, existe e se for levado a sério, poderá trazer muitos benefícios.
Numa fase inicial e aguda, que pode durar até 2 semanas, há várias estratégias que podem ser aplicadas, desde massajar a região lesada, ou usar uma garrafa congelada e rolar a mesma na planta do pé. Recomenda-se também alongamentos da fáscia plantar com frequência. Caso seja necessário, trocar calçado por um mais confortável ou até mesmo utilizar umas palmilhas podem fazer a diferença.
Em caso de patologia crónica, isto é, com duração da sintomatologia com mais de 2 semanas poderá ser necessário o recurso à fisioterapia, cujo plano de tratamentos é individualizado e específico atendendo à situação de cada pessoa.
De modo a prevenir o reaparecimento da fascite, é importante incorporar no programa de reabilitação exercícios de fortalecimento e de alongamento dos músculos posteriores da perna (gémeos e solear) e fortalecer a musculatura do arco do pé (músculos intrínsecos do pé). Implementar atividades em cadeia cinética fechada, ou seja, com os pés no chão, e exercícios de controle da propriocepção (como por exemplo apoio de um só pé) tem-se mostrado eficientes na reabilitação destas condições.
Caso sofra deste tipo de patologia poderá sempre procurar um fisioterapeuta que o poderá ajudar na prevenção e recuperação da lesão.

 

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