Em ano de retoma são quatro as marchas populares. São centena e meia os que
prometem animar as festas de uma tradição que procura reencontrar o brilho.
Longe vão os tempos das grandes romarias a São João da Caldeira, dos fartos farnéis e dos acampamentos. A pandemia da covid19 levou ao cancelamento, nos últimos dois anos, das festividades, o que pôs em causa a tentativa de revitalização que vinha a acontecer.
O atual executivo municipal traz este ano algumas novidades [consultar cartaz na página 12] e procura, na senda do anterior, trazer artistas nacionais e promover eventos que facilitem aos faialenses reencontrar-se com a tradição.
Do lado da tradição estão três marchas populares das freguesias dos Flamengos, Castelo Branco e Angústias. É na estrada na Caldeira que às 17h00 de dia 24 o povo poderá assistir ao que preparam para estes Santos Populares.
A maior vem do Vale, contando 25 pares. A organização é da Filarmónica Nova Artista Flamenguense, organismo que acompanha a marcha, conta com letra e coreografia de Leónia Melo e a música é do maestro Mário Abreu.
O presidente da filarmónica, Paulo Elias, está satisfeito com o trabalho feito na defesa da história e cultura locais. Diz ser “positivo conseguirmos fazer a marcha” ainda que tivessem que ultrapassar algumas questões de gestão de recursos humanos. Alguns músicos gostariam de marchar, mas foi preciso encontrar “um meio termo”, conta.
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