Serviço de Apoio Domiciliário vai ser reforçado de forma a apoiar o cuidador informal

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A Secretária Regional da Solidariedade Social anunciou hoje, na Praia da Vitória, que o Serviço de Apoio Domiciliário está em processo de revisão para que se crie a tipologia de ‘Apoio ao Cuidador Informal’, para que este serviço passe a apoiar também o cuidador.

“Falo da revisão do enquadramento legal do Serviço de Apoio Domiciliário, no sentido de o adaptar para que se enquadre com este novo Regime de Apoio ao Cuidador Informal”, afirmou Andreia Cardoso, que falava na sessão de abertura do III Congresso Apoio Domiciliário dos Açores, centrado no tema ‘Cuidar no Feminino’, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher.

“Pretendemos criar medidas e serviços que permitam fazer com que o cuidador tenha mais tempo para outras tarefas e assim melhor conciliar a sua vida pessoal, familiar e profissional com o ato de cuidar”, frisou.

As alterações consubstanciam-se, essencialmente, no alargamento do serviço de higiene pessoal, que passa de duas para três vezes ao dia, assim como na criação de um novo serviço que visa assegurar a substituição pontual do cuidador ou complementar as suas tarefas de forma a evitar a sua sobrecarga.

“Essa nova tipologia de serviço será uma realidade em breve, sendo que estes novos serviços serão contratualizados com as Instituições Particulares de Solidariedade Social que manifestem disponibilidade para o efeito”, disse a Secretária Regional.

A responsável pela pasta da Solidariedade Social salientou ainda a formação às equipas que vão integrar os Gabinete Locais de Apoio ao Cuidador Informal que decorreu esta semana na ilha de São Miguel e que decorrerá no final deste mês na ilha Terceira e posteriormente na ilha do Pico.

“Esta formação visa capacitar as equipas que irão assegurar o funcionamento de cada Gabinete Local para responderem da melhor forma às solicitações e necessidades de cada Cuidador”, afirmou Andreia Cardoso, recordando que os gabinetes estarão a funcionar em pleno a partir de maio em cada unidade de saúde concelhia e que pretendem ser um espaço de apoio direto ao cuidador informal, no sentido de definir com cada um os recursos disponíveis que facilitarão o seu papel enquanto cuidador, proporcionando maior qualidade de vida quer para estes, quer para a pessoa cuidada.

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