Sessão Plenária de Julho – O Governo e o PS já não conseguem esconder um dos seus maiores falhanços

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O deputado do PSD/Açores Marco Costa considerou esta tarde que “o governo regional e o PS já não conseguem esconder um dos seus maiores falhanços”, referindo-se à crise instalada “no setor dos transportes”.

“Os resultados dos atos de governação, nesta área em particular, demonstram-nos que o falhanço tem sido estrondoso”, afirmou o social democrata.

Marco Costa abordou o início da operação sazonal de transporte marítimo de passageiros, “que se revelou desastrosa, e que só não teve consequências piores porque, como recurso de última hora, foi possível encontrar um navio de substituição. Ainda assim, estamos a falar de absoluto amadorismo do conselho de administração da Atlânticoline neste processo”, acusou

“Contratar, em janeiro, ou seja, a 4 meses do início da operação, um navio cujas necessidades de reparação eram muito significativas, deixava antever a elevada probabilidade de incumprimento dos prazos contratuais”, frisou.

Marco Costa sublinhou que “o navio falhou porque não conseguiu a certificação. E o governo falhou no planeamento e, pior do que isso, afirma que pode continuar a falhar”.

“Como podem os açorianos acreditar num governo que contrata um navio quando este já deveria estar a navegar?”, questionou o deputado eleito pela ilha do Pico.

Marco Costa diz que o executivo socialista, “que se desdobrou nas últimas semanas em reuniões com todas as forças vivas das ilhas do Triângulo, está sem respostas e sem soluções. Mas o mais deprimente, e a rondar o absurdo, é a mensagem de apelo ao conformismo e à resignação”, adiantou.

“Apelar à resignação é dizer que o governo e o PS desistiram de alguns dos açorianos”, lamenta o parlamentar, adiantando que “os sucessivos episódios levam a concluir que este governo é mau a gerir os transportes, e a única coisa em que parece ser bom é a gerir desculpas”.

O deputado do PSD acusa ainda a tutela “de ocultar a verdade também sobre as garantias nos transportes aéreos para a ilha do Pico, desrespeitando os empresários locais a esse nível, já que os mesmo mereciam muito mais consideração, pois servem de palco quando o Governo quer colher louros das apostas num produto turístico singular e sustentável”, afirmou.

“O governo regional mentiu às populações do Pico, perante as suas sucessivas e recorrentes queixas, garantindo sucessivamente que asseguravam um bom serviço. Isso é lamentável e espelha bem a postura deste governo”, concluiu.

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