SINTAP e trabalhadores da RIAC reafirmam direito à negociação coletiva

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DR-SINTAP

“Numa altura evocativa do 25 de Abril e dos direitos dos trabalhadores o SINTAP e os trabalhadores da RIAC vêm reafirmar a sua determinação na luta pelo direito à negociação coletiva e à sua valorização profissional, condenando a tentativa da RIAC/VPGRA de enganar e pôr trabalhadores contra trabalhadores e seus sindicatos”, refere o sindicato numa nota remetida às redações.

Na mesma nota a estrutura sindical adianta que “como é do conhecimento público, sucessivos aumentos do valor do salário mínimo nacional não acompanhados, por mais de uma década, de quaisquer aumentos dos salários dos restantes trabalhadores da administração pública conduziu a uma desvalorização das posições remuneratórias seguintes às posições iniciais de todas as carreiras, fazendo com que um assistente técnico na base da sua carreira ganhe hoje 683,13 Euros, apenas mais 48 Euros que a base da carreira de assistente operacional”.
Para o SINTAP “trata-se de uma situação injusta e iníqua que tem merecido, e continuará a merecer, denúncia, protesto e luta do SINTAP/FESAP com vista à sua correção, pela degradação e empobrecimento que representa no valor dos salários destes trabalhadores, esperando-se um empenhamento e pressão maiores por parte do Governo Regional junto do Governo da República mais consentânea com as suas preocupações sociais contrárias à prática de baixos salários”.
“Mas porque só se pode tratar por igual o que é igual, o comunicado da RIAC/VPGRA
soa totalmente a falso e demagógico, quando tenta reduzir o conteúdo funcional dos
trabalhadores da RIAC à de um assistente técnico na medida em que sabe perfeitamente, que constituindo a RIAC a joia da coroa do Governo Regional na prestação de um conjunto
amplo, vasto, complexo e importante de serviços públicos de qualidade ao cidadão, os seus
trabalhadores assistentes técnicos de front office são chamados a desempenhar um número de funções cada vez maiores e mais abrangentes, mais complexas e de maior responsabilidade que extravasam e ultrapassam em muito as competências e conteúdos funcionais dos assistentes técnicos”, denuncia o sindicato, salientando que “por estas razões, e pelo direito que lhes assiste em lutar pela valorização profissional e remuneratória das funções acrescidas, importantes, complexas e responsáveis que lhes são
exigidas, é que o SINTAP está ao seu lado e apoia a sua luta, na certeza da justiça que lhes
assiste”.

“Vir a RIAC/VPGRA invocar o número de profissionais, o conteúdo e o estatuto remuneratório da carreira de assistente técnico para justificar ou impedir a valorização
profissional dos trabalhadores da RIAC, quando lhe assiste competência para o reconhecimento e criação de uma carreira especial, à semelhança do que fez no passado com as carreiras de assistente de operações aeroportuárias e de inspetor de viação e recentemente, e bem, com as carreiras especiais dos professores e dos enfermeiros na Região, contando-lhes o tempo na carreira, é pretender explorar e condenar estes trabalhadores à prestação de trabalho acrescido com baixos salários”, entende o SINTAP.
“Vir dizer ainda por cima dizer no comunicado da RIAC/VPGRA que estes trabalhadores estão na RIAC porque querem, sabiam ao que iam e sempre que estiverem mal se podem mudar é ainda por cima de uma hipocrisia atroz que não honra, como entidades de
bem, as nossas instituições, os seus responsáveis e a própria Autonomia”, denuncia ainda o sindicato.
“Porque, citando Mário Soares, só é derrotado quem desiste de lutar, o SINTAP estará
sempre ao lado destes trabalhadores da RIAC e de todos os trabalhadores que NUNCA
DESISTEM DE LUTAR PELA SUA DIGNIDADE PROFISSIONAL ENQUANTO
TRABALHADORES”, conclui o sindicato no comunicado.

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