“Todos os municípios dos Açores serão tratados com equidade”, afirma Artur Lima

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O Vice-Presidente do Governo deixou hoje a garantia de que “todos os municípios da Região Autónoma dos Açores serão tratados com equidade”, e que poderão contar com o Executivo Regional para colaborar na construção das respostas que os açorianos precisarem.

Artur Lima falava, esta manhã, na Praia da Vitória, por ocasião da sessão pública de apresentação do Regulamento “Projeto de Interesse Municipal”, que comporta um pacote de incentivos à captação de investimento para o concelho.

O Vice-Presidente do Governo recordou que o concelho da Praia da Vitória tem sido, nos últimos anos, “fustigado a nível económico, laboral e social, devido aos constrangimentos que resultaram da redução do efetivo militar e civil da Base das Lajes”.

As consequências dessa redução, referiu, traduziram-se em “impactos no PIB local, nos empregos locais e no poder de compra dos terceirenses, sobretudo dos praienses”.

O governante lamentou a diferença substancial, na ordem dos 20%, entre o poder de compra na Praia da Vitória (74,7%) e o poder de compra em Angra do Heroísmo (94,7%), de acordo com o último estudo sobre o poder de compra concelhio de 2017.

Referindo-se ao Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT), Artur Lima salientou que este foi “muito incisivo na mitigação dos efeitos existentes, mas pouco efetivo na dinamização de um modelo de desenvolvimento capaz de preparar estruturalmente o tecido empresarial para os desafios do futuro”.

Segundo disse, a Praia da Vitória é “um concelho com enormes potencialidades de investimento e com condições únicas para se desenvolver”.

“O seu porto comercial de excelência e o recém-inaugurado terminal de cargas das Lajes são ferramentas únicas ao serviço das empresas e dos empresários”, referiu, lembrando que o Governo dos Açores manteve a redução das taxas aeroportuárias na Aerogare Civil das Lajes e reduziu também as taxas de operação portuária no Porto da Praia da Vitória.

Para o Vice-Presidente do Governo, o “aproveitamento destas potencialidades” depende da “ação e proatividade do poder político, que deve ter a capacidade de se reinventar”.

“Qualquer medida em benefício da dinamização económica de um concelho não se pode limitar ao seu centro urbano. Tem de acautelar também as freguesias rurais, contribuindo de forma decisiva para que não haja o seu despovoamento”, finalizou.

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