Trail-O: Uma modalidade que promete inovar o turismo-desportivo nos Açores

0
18
“Apostamos na orientação já que uma parte dos colaboradores possuem experiência na área e temos na modalidade a possibilidade de alterar a disciplina de ano para ano”, revelou Tiago Valente
 
 
A Associação Regional para a Promoção do Turismo Acessível nos Açores (Access Azores) apresentou no dia 20 de agosto, pelas 16h00, o projeto Trail-Orienteering, no auditório da Casa dos Dabney, no complexo do Monte da Guia. No âmbito do Azores Orienteering Meeting (AOM), marca registada da Acess Azores, a exposição teve como oradores Tiago Valente, Presidente da Acess Azores e coordenador técnico do projeto, e Fábio Caetano, aluno de Animação e Informação Turística da Escola Profissional da Horta e estagiário na associação.
O Trail-Orienteering (Trail-O) é a terminologia utilizada para designar a “Orientação para deficientes”. Esta é uma modalidade que é adaptada, permitindo que o desporto seja acessível a todos, quase todos, visto que os invisuais não podem participar. Apesar de não abranger esta faixa da sociedade, abrange todas as outras. A acessibilidade do desporto prende-se pelo facto de todos os participantes partirem em iguais circunstâncias, sendo que o que importa não é o fator tempo mas a interpretação que a pessoa faz do mapa para poder chegar aos postos de controlo. Assim, “um praticante que possa andar deixa de possuir qualquer vantagem em relação a alguém que use uma cadeira de rodas”, explicou Tiago Valente.
A ideia para a criação deste evento nos Açores não é recente mas devido as implicações e particularidades que a modalidade requer levou algum tempo até passar do papel para algo mais concreto. No futuro, a organização pretende criar uma prova-piloto, no final deste ano ou início do próximo, a nível local mas torná-la também regional, permitindo assim a participação de pessoas e instituições das outras ilhas do Triângulo.
Apesar da modalidade ser recente, em território nacional, Tiago Valente lembra a riqueza de recursos naturais que os Açores e, consequentemente, a ilha do Faial oferecem e que podem potenciar a prática da Orientação.
O coordenador do projeto mostra-se positivo em relação ao futuro e defende que o Trail-O é uma boa forma de colocar os Açores no mapa, visto que o turismo-desportivo é um segmento que está a crescer e movimenta milhares de pessoas. “Acreditamos que este projeto (AOM) tem todo o potencial para ser considerado como uma prova desportiva de renome internacional junto da comunidade desportiva da Orientação”, afirma Tiago Valente.
Fábio Caetano, que ajudou na execução desta iniciativa considera que este é um “projeto importante para o desenvolvimento regional porque é uma afirmação da ilha como palco de excelência para o desenvolvimento do turismo-desportivo”.
O vice-presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), Luís Botelho, estava presente na plateia e, em declarações para o jornal Tribuna das Ilhas, confessou que este tipo de iniciativas faz todo o sentido. “A ilha do Faial tem estado a frente de todas estas acções e intervenções a nível do Trail e disponibilizar mais esta opção de Trail para pessoas com dificuldade de locomoção é muito importante”, afirmou Luís Botelho. O Vice-presidente reiterou ainda que “o Município estará ao lado de todas estas iniciativas porque não se tratam de iniciativas para uso próprio, trata-se de iniciativas para aqueles que precisam, para todos aqueles que têm dificuldade de locomoção.”
Esta apresentação comprovou que o Trail-O é um desporto que pode ser praticado por, quase, todos e é um exemplo de como a condição física não deve ser um impedimento para os indivíduos portadores de deficiências.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO