Turismo nos Açores – BE critica falta de estratégia e anuncia debate de urgência

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O Bloco de esquerda (BE), acusa o Governo Regional de falta de planeamento em relação ao desenvolvimento sustentável do Turismo nos Açores.
Neste sentido, anunciou o agendamento de um debate de urgência sobre ambiente, ordenamento do território e turismo para a sessão plenária de março, a qual acabou por ser adiada devido ao COVID-19.

Num comunicado de imprensa enviado ás redações no final da passada semana, o BE critica a falta de planeamento do Governo Regional para o desenvolvimento sustentável do turismo nos Açores.
A este respeito, o partido anunciou o agendamento de um debate de urgência sobre ambiente, ordenamento do território e turismo para o plenário de março, que devia ter começado esta terça-feira, mas que acabou por adiado para data ainda a definir, devido à pandemia do Coronavírus COVID-19, de acordo com as recomendações da Direção Regional de Saúde.
Em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência de imprensa em Ponta Delgada, António Lima lembrou que “o Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), elaborado em 2008, foi parcialmente suspenso apenas dois anos depois, em 2010. Desde então, não existe um documento com força de lei para regulamentar o desenvolvimento do setor do turismo nos Açores” lamentou.
Segundo o líder Regional do BE, “devido a esta falta de planeamento, o crescimento do turismo, que se verificou ao longo dos últimos anos, tem sido feito de forma desordenada, pondo em causa a preservação ambiental, o interesse público, o ordenamento do território e o futuro do próprio setor do turismo”.
Para António Lima importa haver “um Plano de Ordenamento, com força de lei, que determine quantas camas são permitidas por cada ilha, que tipo de empreendimento turístico deve existir em cada ilha, que tipo de visitação deve existir em cada zona de carácter turístico ambientalmente sensível”, afirmou, defendendo que estas questões não podem estar dependentes de “um conjunto de intenções que são ou não seguidas pelo Governo conforme dá jeito”.
A titulo de exemplo desta “falta de regulação” ao nível da preocupação ambiental, o deputado do BE apontou, “a intervenção prevista para a Lagoa do Fogo que vai provocar uma grande concentração de pessoas e viaturas numa zona sensível, a intenção que existiu de construção de um hotel megalómano em Vila Franca do Campo, ou o estado de abandono a que chegou a zona da Calheta Pêro de Teive, para onde foi aberta uma nova exceção ao Plano Diretor Municipal para permitir a construção de mais um hotel com o número de pisos superior ao inicialmente previsto”.

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