“Um Novo Ciclo para Vencer Novos Desafios” foi o tema da Convenção com que o Partido Socialista encerrou uma fase iniciada em Maio de 2011 especialmente dedicada à reflexão e aos debates que envolveram diferentes individualidades e áreas diversas, essenciais para o desenvolvimento sustentado do nosso futuro mais próximo, que é como quem diz, o da geração ativa e o da que está a ser preparada para entrar no mundo da produtividade.
Esta Convenção, que teve lugar de 29 de Junho a 1 de Julho, materializa o contributo de muitos açorianos para as linhas programáticas com que o Partido Socialista se apresenta às eleições de Outubro do corrente ano e a sua abertura à chamada sociedade civil, que tem vindo a desenvolver-se numa linha de comunicação e diálogo.
Personalidades de reconhecido mérito nacional e internacional participaram no histórico deste ciclo que visa aprofundar a estratégia para a evolução socioeconómica dos Açores. O PS convidou quem sabe a pronunciar-se sobre matérias relevantes como saúde, educação, agricultura, pescas, inclusão social, coesão territorial, energia, dinamização do emprego, criação de novos mercados, custos da insularidade, o potencial do mar. Surgiram novas ideias, propostas mais ousadas, dinâmicas de intervenção que constituem um impulso jovem e reconstrutor das nossas vidas.
O Faial tem na sua relação com o mar um imenso valor que acrescenta riqueza, poder e cooperação internacional aos Açores. Desde o movimento da nossa marina à investigação do Departamento de Oceanografia e Pescas, passando pelo curso de construção naval da Escola Profissional, e até pela festividade anual que é a celebração deste relacionamento íntimo da ilha com o mar – a Semana do Mar -, muitas são as nossas ligações com esse elemento de vida que abrirá muitos caminhos de futuro, como já abriu no passado.
O mar trouxe-nos à ilha nos primórdios do povoamento e levou-nos à procura de melhor fortuna quando sismos, tempestades, fome e uma vontade indomável de singrar comandaram a vida dos nossos antepassados.
Essa vontade indomável precisa de comandar de novo a nossa vida. Coloquemos de lado pensamentos negativos, padrões repetitivos de insegurança e inocuidade, atitudes de desresponsabilização individual e coletiva. Recentremos a nossa atenção no que é essencial e deixemos para quarto ou quinto plano o que é supérfluo. Reconheçamos que o mundo, na sua evolução atual, é insustentável e que cada um de nós precisa de rever conceitos e procurar novas respostas para o que nos rodeia e para nós mesmos. Percebamos que esta aldeia global necessita de novas soluções para as dificuldades que a afetam e que nós já não somos apenas uma ilha mas um bocadinho desse mesmo mundo.
Acredito que o mar, inspirador da arte e objeto de ciência, gerador de riqueza e criador de emprego, assumirá nos Açores um desígnio com várias estratégias sectoriais e uma estratégia comum de que o Faial é um portentoso e central agente. E, sobretudo, entendamos que o presente e o futuro dependem de cada um de nós e que cada um pode e deve assumir a sua quota-parte.











