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Unisénior preserva memória da Escola do Magistério Primário da Horta em livro

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Na próxima terça-feira, dia 11 de fevereiro, o auditório do Teatro Faialense recebe, pelas 21h00, o lançamento do livro A Escola do Magistério Primário da Horta – Para a História da Educação nos Açores. Da autoria de Delfina Porto e António Soares, trata-se do primeiro livro editado pela Universidade Sénior do Faial, com a chancela da Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta. A cerimónia de lançamento conta com a presença do secretário regional da Educação, Ciência e Cultura, Luiz Fagundes Duarte.

Para assinalar o lançamento da obra, Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a professora Maria Simas Cardoso, última diretora da Escola do Magistério Primário da Horta (EMPH).

Criada em 1945, a EMPH foi responsável pela formação de quase mil professores até ao seu encerramento, em 1989, tendo sido a última escola da Região a fechar portas.

O livro que será agora lançado, com uma primeira tiragem de 200 exemplares, apresenta uma visão histórica da formação de professores de ensino primário, com a documentação da história e das memórias da EMPH. Desta forma, a EMPH torna-se na única escola de Magistério Primário dos Açores a estar documentada em livro.

Esta obra apresenta, entre outras coisas, um levantamento de todas as referências à EMPH na imprensa faialense. O destaque, no entanto, vai para os testemunhos de antigos alunos que foram reunidos no livro, que é também um meio de partilha das histórias de vida de alguns dos docentes formados naquela instituição. Para este trabalho, em muito contribuiu a última diretora da EMPH, a professora Maria Simas Cardoso.

 

“São os laços afetivos que se criaram que fazem com que a Escola do Magistério Primário ainda hoje exista”

Uma das figuras incontornáveis da EMPH é a Maria Simas Cardoso. A professora, formada na casa, lecionou na EMPH durante 20 anos, ministrando as disciplinas de Didática Especial, Legislação e Administração Escolar. Em 1978 passou a exercer também as funções de diretora da escola, cargo que desempenhou até ao seu encerramento, em 1989. Com a extinção da EMPH, Maria Simas tornou-se responsável pelo Centro Integrado de Formação de Professores (CIFOP), o que lhe permitiu negociar a extensão do ensino da Universidade Aberta à Horta.

A “universidade das ilhas de baixo”, como se chamava, por vezes, à EMPH, acolhia principalmente alunos do Faial, do Pico, das Flores e de São Jorge, no entanto recebeu pessoas vindas de outras ilhas e até do continente. Nos seus 44 anos de funcionamento a EMPH formou 957 professores, mais de 80% dos quais do sexto feminino. Enquanto liderou a instituição, Maria Simas sentia grande preocupação em acolher as jovens que vinham de outras ilhas: “a minha preocupação era encaminhá-las. Procurava familiarizá-las com o meio, alertá-las para alguns perigos… Recebemos também alguns do continente, quando houve grande afluência às escolas do Magistério. Vinham de Viana do Castelo, do Alentejo, de muitos locais. E aí as minhas preocupações redobravam”, conta.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 07.02.2014 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário

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