Visita ao Centro de Interpretação de Aves Selvagens do Corvo

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O PPM, enquanto primeiro partido ecologista português,
fundado em 1974 por Gonçalo Ribeiro Telles, defende que a
preservação ambiental deve ser realizada através da
divulgação pública e do desenvolvimento de projetos que
possam gerar recursos localmente e potenciem o desenvolvimento económico local, nomeadamente na área do turismo. Tudo isto gerindo os fluxos turísticos tendo como critério decisivo a não degradação do meio ambiente.
Na nossa perspetiva realista, a batalha pela defesa do ambiente não deve menosprezar ou diabolizar os recursos que as temáticas ambientais podem gerar. Todos os recursos são necessários na batalha global contra as alterações climáticas e a destruição ambiental. Para além disso importa sensibilizar permanentemente as populações para a temática ambiental. Como velho partido ecologista, com 45 anos de serviços prestados nesta área, o PPM vê
com agrado o enorme interesse público que se gerou nas questões ambientais. Já era tempo.

Mas os protagonistas mediáticos da luta ambiental são
hoje outros, com outra origem ideológica. O PAN não é um
partido ecologista moderado, como sempre foi o PPM. O PAN é um partido animalista, profundamente fundamentalista no seu posicionamento. A execução do seu programa nos Açores teria como consequência a destruição dos sectores da pesca e da agricultura nos Açores. O PPM considera que é possível compatibilizar a defesa do ambiente com a sobrevivência da agricultura e de outras áreas tradicionais. Mais que isso. Vemos os agricultores como aliados e parceiros na luta pela preservação
ambiental.

A criação do Centro de Interpretação de Aves Selvagens
do Corvo, um projeto apresentado pelo PPM na Assembleia
Legislativa da Região Autónoma dos Açores, constitui um bom exemplo da nossa ação concreta em defesa do ambiente.

De acordo com a descrição da Direção Regional do Ambiente, “é possível explorar no Centro de Interpretação de Aves Selvagens do Corvo a temática das aves selvagens que ocorrem no arquipélago, bem como a prática de observação de aves, atividade de turismo que coloca a ilha do Corvo como um local de elevada importância no
contexto do Birdwatching internacional”.

Tenha-se ainda em conta que “a Ilha do Corvo é considerada um local excelente para a observação de aves. Isto justifica-se porque, resultando da arribação acidental de aves entre a América do Norte e a Europa, há nesta ilha uma grande variedade de espécies durante a época de migração de Outono. A nidificação de importantes
colónias de aves marinhas é uma das razões que justifica a
importância internacional da Ilha. Das espécies de avifauna aqui existentes destacam-se o Cagarro, o Garajau-comum, o Painho-da-Madeira e o Pombo-torcaz-dos-Açores. É o local onde nidificam as principais colónias de Cagarros da Região”.

Os visitantes dispõem, no espaço expositivo do Centro de
Interpretação de Aves Selvagens do Corvo, “de diversos
equipamentos multimédia, que lhes permitem aceder a diferentes conteúdos, relacionados com o Parque Natural e a avifauna dos Açores, nomeadamente um painel de avistamentos, um holograma e, ainda, um livro com ilustrações de aves invernantes, migratórias, nidificantes e acidentais. Têm também a oportunidade de viajar pela
ilha através de uma experiência de realidade virtual, que permite uma melhor compreensão da interação do Homem com o ambiente”.

Ou seja, o Centro de Interpretação de Aves Selvagens da ilha do Corvo gera receitas para os Açores e incrementa a notoriedade da ilha do Corvo. Permite, em simultâneo, sensibilizar a população para a causa da preservação das aves selvagens. É um bom exemplo da nossa ação concreta na defesa do Ambiente.

Finalmente, o PPM, no âmbito do programa regional da nossa candidatura, aproveitou a ocasião para exigir a comparticipação do Estado na defesa e promoção do ambiente no nosso vastíssimo território. Algo que sucede em grande escala nas Canárias ou nas ilhas Faroé, mas não em relação às responsabilidades que o Estado português aceita financiar em relação aos Açores. Ao nosso governo
central só lhe interessa gerir e explorar, quase unilateralmente, o nosso mar. A Zona Económica Exclusiva (ZEE) açoriana representa atualmente cerca de 55% da ZEE portuguesa (953,633 km²). Os Açores também são os responsáveis por cerca de 2/3 da Plataforma Continental, cuja jurisdição Portugal reivindica atualmente na ONU.
O PPM defende que, perante a enorme dimensão da
nossa jurisdição e das enormes responsabilidades que
acarreta, o Estado deve cofinanciar o esforço financeiro que é preciso realizar na área da preservação ambiental. A gestão desses recursos deve, no entanto, manter-se integralmente em mãos açorianas.