Visita estatutária só serviu o calendário eleitoral do PS

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O PSD/Pico considerou hoje que a recente visita estatutária do Governo “serviu apenas os interesses eleitorais do PS, deixando para segundo plano as reivindicações e interesses da população da ilha”, referem.

“Trata-se de uma estratégia do presidente do governo regional, para servir os interesses do PS e não os interesses da população da ilha do Pico, numa gestão das promessas para tirar dividendos eleitorais”, asseguram os social democratas.

Mas a comissão política presidida por Marco Costa diz que, “essa estratégia não vai ser bem-sucedida, pois os picoenses já a perceberam. É uma estratégia subjugadora da vontade da ilha em andar para a frente, pois os poderes públicos regionais querem, direta ou indiretamente, travá-la”, referem.

Para o PSD local, a visita ficou marcada por uma constante postura de “admito que se faça”, em relação às obras estruturantes da ilha do Pico, e pouco por projetos concretos, “cuja execução traria mais desenvolvimento à nossa ilha”, defendem.

Na Saúde, “ficámos na mesma, já que nem a anunciada inauguração do serviço de hemodiálise se verificou”, dizem os social democratas, lembrando que as obras no Centro de Saúde das Lajes do Pico, “continuam a passo de caracol, já à espera das eleições regionais”, e que a instalação de um destacamento dos Bombeiros das Lajes do Pico na Piedade, dotado de uma ambulância, “está sem qualquer avanço”.

As consultas de especialidade “apresentam um número muito aquém do que já se verificou no passado, apenas minimizando a deslocação de utentes a outras ilhas, e visando só reduzir os tempos de espera e os custos elevados de algumas áreas”, garantem.

O PSD diz que é “vital” a manutenção do sistema de atendimento permanente 24/dia, “em todos os centros de saúde, bem como, a criação de um serviço de urgência na ilha do Pico”.

As acessibilidades à ilha do Pico “continuam a ter soluções adiadas, havendo uma desresponsabilização atrevida nos transportes aéreos, com a suposta falta de garantia da realização de todos os voos. Não por questões meteorológicas, mas por outras razões, como a falta de aeronaves ou de tripulação”, criticam.

Nos transportes marítimos, “continua-se a empurrar com a barriga para a frente a solução do Porto de São Roque do Pico, da operacionalidade do Porto da Madalena ou do Porto das Lajes, sofrendo com isso a economia da Ilha e as várias valências que os mesmos representam”.

Ao nível das estradas regionais, “é preciso um forte investimento ao nível da proteção das passagens hidráulicas, da colocação de rails, da sinalização rodoviária, e da pintura dos eixos e bermas das vias”, reclamam.

“São situações completamente ignoradas pelo Governo Regional que, perante o exponencial aumento de tráfego na ilha, em especial no verão, deviam merecer uma atenção cuidada e redobrada”, referem.

O PSD/Pico aponta ainda que o Governo “já reconheceu o seu falhanço na reparação e melhoramento dos caminhos florestais, que agora terá de ser parcelar, e através de contratação de empresas externas. Afinal onde estão os tão apregoados créditos dos serviços florestais do Pico e dos seus dirigentes?”, questionam.

“A nossa rede de caminhos agrícolas e florestais é também frequentada pelos milhares de turistas que nos visitam, pelo que são muito insuficientes as verbas destinadas à sua conservação. Alguns estão num estado calamitoso, provocando prejuízos avultados a quem neles circula”, concluem.

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