20.º aniversário da Escola Profissional da Horta – Cristina Abrantes considera fundamental o ensino profissional na Região

0
39
TI

A Escola Profissional da Horta (EPH) celebrou no passado dia 02 de novembro o seu 20.º aniversário, com o descerramento de uma placa no auditório da escola que passou a designar-se como “auditório Eduardo Caetano de Sousa”e com a entrega de diplomas e certificados de formação a dirigentes, formadores e formandos.

Antes do início da sessão solene comemorativa do 20.º aniversário da Escola Profissional da Horta (EPH) procedeu-se ao descerramento de uma placa no auditório da escola, o qual se passará a designar como Auditório Eduardo Caetano de Sousa, Diretor Geral da Escola Profissional da Horta entre 1998 e 2014.
Abriu a sessão solene a atual Diretora Geral da Escola Profissional da Horta, Cristina Abrantes que começou por agradecer a todas as entidades que sempre têm colaborado e apoiado a escola.
De seguida lembrou que em “02 de novembro de 1998 foi assinado um contrato-programa entre a Santa Casa da Misericórdia da Horta e o Governo Regional dos Açores” para a criação da EPH, constituindo aquele um momento importante que “passadas duas décadas celebramos por ter marcado uma circunstância singular da nossa história”.
Para Cristina Abrantes, esta inauguração após o sismo de 1998 fez com que muitos jovens encontrassem na escola a sua motivação para continuarem os seus estudos neste tipo de ensino, ainda desconhecido naquela época.
“A EPH iniciou o seu funcionamento com dois cursos, um de gestão agrícola e outro de construção civil/medições e orçamentos, que contou com formandos da ilha do Faial e do Pico, tendo lecionado em vários edifícios da cidade da Horta, até que a 15 de Setembro de 2006 inaugurou as suas instalações definitivas no Palacete de Santana”, referiu a Diretora Geral da Escola.
Segundo esta a EPH teve ou tem em funcionamento “uma centena de cursos”, desde cursos profissionais de qualificação de ativos e no programa Reativar, tendo lecionado na escola “430 formadores” e “1590 diplomados”, o que significa que já diplomou “mais de 10% da população da ilha do Faial”.
“Assumindo que as escolas profissionais são agentes de mudança, pólos de desenvolvimento local e regional que contribuem para a fixação dos jovens, torna-se imprescindível o reconhecimento de um ensino profissional de qualidade mediante estratégias que possam assegurar a consolidação de parcerias já existentes”, salientou a este propósito Cristina Abrantes.
De acordo com a atual Provedora da Santa Casa da Misericórdia da Horta constituem princípios de desenvolvimento da EPH a continuação da criação de projetos de inovação, bem como facultar sempre que possível a formação ao longo da vida, isto é, a oferta da possibilidade de formação de ativos que pretendam elevar o seu nível de qualificação.
Cristina Abrantes chamou ainda a atenção para os “constrangimentos do ensino profissional, nomeadamente de índole financeira”, o que leva a olhar para o futuro “com algumas incertezas”, disse.
Para esta responsável, o ensino profissional já deu provas de que é fundamental para a Região Autónoma dos Açores, pelo que considera que deve continuar “a aposta neste sistema de ensino”.
Por fim, não deixou de manifestar o seu orgulho pelo descerramento da placa identificativa do auditório, a qual constitui uma justa homenagem ao primeiro Diretor Geral, sendo o reconhecimento público por “tudo o que o Sr. Eduardo Caetano de Sousa deu a esta instituição de ensino”.
Interveio, de seguida, Eduardo Caetano de Sousa, Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Santa Casa da Misericórdia da Horta, que lembrou o facto de fazer “hoje 20 anos que foi criada a Escola Profissional da Horta, da Santa Casa da Misericórdia”. Para este não se tratou de um processo fácil para convencer as entidades locais da necessidade de dotar a ilha do Faial de uma escola profissional, mas hoje é uma realidade.
Considerou que não estava à espera da homenagem, pois o seu papel foi apenas “o de desbravar o terreno para que as pessoas pudessem trabalhar”, conseguindo um bom corpo docente para proporcionar um bom ensino, o que permitiu o desenvolvimento da escola ao nível local e regional.
Caetano de Sousa recordou, ainda, que a escola já formou centenas de alunos, adolescentes e adultos, que se não fosse esta escola teriam grandes dificuldades em conseguir um emprego, pelo que se sente satisfeito “pelo facto de ter contribuído para o bem-estar desses jovens e adultos que tiveram que utilizar a Escola Profissional da Horta”, concluiu.
Luis Lopes, Chefe de Divisão da Agência de Emprego da Horta, também usou da palavra para dizer que também “frequenta esta escola por vários motivos”, pois tirou aqui o seu curso de formação de formadores, e por virtude das suas funções e dos cursos Reativar é uma presença constante na EPH, além das formações que aqui ministra.
“São 20 anos de uma instituição que está presente na Horta, que serve esta comunidade, de um ensino de grande qualidade, de grande envolvimento, em que o Governo procura estar envolvido através dos seus cursos e formações, pelo que é um privilégio trabalhar aqui”, considerou o Chefe de Divisão.
Por sua vez Ester Pereira, vereadora da Câmara Municipal da Horta interveio nesta sessão solene para salientar que a comemoração de mais um aniversário desta instituição é um motivo de orgulho para o concelho da Horta, não só pelas duas décadas desta entidade de referência, mas também pela dinâmica que revela na concretização de projetos para a formação profissional dos jovens.
“ A educação e a formação são documentos essenciais para a valorização do individuo e para o seu enriquecimento pessoal e profissional, e a EPH enquanto veículo de conhecimento tem- se destacado pela sua atividade e dinâmica demonstradas ano após ano”, disse Ester Pereira.
De seguida, usou da palavra Teresa Ribeiro, Presidente da Assembleia Municipal da Horta, que considerou “estar em casa”, pois “passo aqui algumas horas da minha vida, para dar o meu contributo na formação de jovens que aqui procuram um rumo, uma saída profissional, mas também crescer enquanto pessoas e cidadão na sua freguesia, no seu concelho, no seu país e no mundo”.
Lembrou o facto de que muitos formandos da EPH já tiveram a oportunidade de viajar por esse mundo fora no âmbito dos vários projetos que a escola tem vindo a abraçar, oferecendo, assim novas perspetivas aos seus formandos.
Para Teresa Ribeiro o artigo 2.º dos seus estatutos marca a missão deste estabelecimento de ensino que é, entre outros, o de possibilitar a qualificação de jovens através de uma formação profissional adequada e o de permitir aos jovens escolher um modelo formativo alternativo ao sistema regular de ensino.
“É isto que a EPH tem vindo a fazer ao longo dos 20 anos que já conta e por isso deve sentir muito orgulho no que já alcançou”, destacou a Presidente da AM, mas, ao mesmo tempo alertando para os novos desafios que se colocam ao ensino em geral, mas no ensino profissional em particular.
Por último, discursou nesta sessão solene comemorativa dos 20 anos da Escola Profissional da Horta, Luís Garcia, Vice-Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que começou por destacar as diferenças visíveis entre as primeiras instalações e as atuais, o que por si só se apresenta como um bom indicador para avaliar o percurso de evolução que esta escola registou.
Segundo Luís Garcia “trata-se de uma escola de referência do Faial e dos Açores”, sobretudo graças ao empenho da Santa Casa da Misericórdia na busca de sinergias “que permitiram a instalação da EPH neste emblemático palacete, dotando o concelho da Horta de uma “infra-estrutura que se tornava indispensável na formação dos nossos jovens e menos jovens, qualificando-os e preparando-os para o mercado de trabalho”.
Para o Vice-Presidente do Parla-mento Açoriano, a Escola Profissional da Horta e todo o ensino profissional regional “enfrentam dificuldades e exigentes desafios que têm que ser enfrentados”, mas que com diálogo e cooperação serão encontradas as melhores respostas para potenciar estes excelentes instrumentos que são as escolas profissionais da Região, colocando-as ao serviço da formação e da qualificação.
No final, foram entregues a vários dirigentes e formadores diplomas de reconhecimento e aos formandos que concluíram os 3 anos dos respectivos cursos os diplomas de certificados de formação. 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO