48257,2 doses de estupefacientes apreendidas em 2013

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g Comemorou-se a 26 de junho o Dia da Luta Contra o Abuso e Tráfico de Droga. 

No Faial nos últimos anos tem sido feito um trabalho extenuante no combate a este flagelo que é transversal a toda a sociedade. A PSP tem levado a cabo várias ações de investigação que tem resultado num elevado número de detenções e apreensões e material. 

Por outro lado, o Centro de Aditologia do Hospital da Horta tem dado acompanhamento a um número crescente de utentes.

 

Comissão para a Dissuasão da Toxico-dependência do Faial inativa

Todavia, até novembro passado funcionava também a  Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência que, devido a algumas alterações legislativas, nomeadamente no que aos membros da mesma diz respeito, está inativa. 

Recorde-se que as Comissões para a Dissuassão da Toxicodependência  foram criadas com o objetivo de   operacionalizar a Lei nº30/2000,  que funcionam em cada capital de distrito de Portugal Continental e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. 

Assente no princípio “antes tratar que punir”, este modelo preconiza que o ato de consumir não deve permanecer impune. A manutenção da proibição e punição do consumo são sustentadas e defendidas, disponibilizando ao sujeito a possibilidade de optar por um estilo de vida mais saudável.

De acordo com a Lei, as Comissões são constituídas por três membros a quem compete proferir decisões e aplicar a Lei, observando os princípios da promoção da saúde e da dissuasão do consumo.

A comissão na Horta era composta por Diane Luna, Manuela Rafael e Ana Luísa Alves. 

Tribuna das Ilhas tentou apurar, sem sucesso, junto da Secretaria Regional da Saúde em que ponto estava esta situação. 

Entretanto, mesmo sem funcionar as detenções e as apreensões de droga no Faial tem aumentado. 

Assim, e de acordo com informações facultadas pela PSP, em 2013 foram detidas 35 pessoas em casos relacionados com os estupefacientes. Em 2012 tinham sido detidas 19 pessoas. Foram registados 18 autos ocorrência contra os 35 do ano anterior. 

No que diz respeito aos tipos de drogas apreendidas, a liamba continua a ser a “rainha”, sendo que em 2013 foram apreendidas 13025,85 doses. Segue-se-lhe a heroína (17193), a cocaína (11816) e por último o haxixe (6222,35). 

No total, no ano passado foram apreendidas 48257,2 doses de estupefacientes. Em 2012 estes números foram mais reduzidos uma vez que, no total foram aprendidas 14162,13 doses. 

“A estas substâncias, acresce o aparecimento nos tempos mais recentes das chamadas “drogas legais”, altamente perigosas para a saúde, que causaram a morte de vários jovens noutras paragens e em relação às quais, no meu ponto de vista, é necessário aperfeiçoar o quadro legal destinado ao seu enquadramento e controlo” – afirmou Carlos Ferreira à nossa reportagem. 

Sobre estes números, Carlos Ferreira, Comandante da Polícia de Segurança Pública da Horta afirma que “o fenómeno do tráfico e consumo de estupefacientes constitui para a PSP um problema social que tem que ser combatido com determinação, 24 horas por dia e todos os dias do ano.”

“A PSP desenvolveu ao longo da última década um trabalho de atenção permanente e combate sem tréguas ao tráfico e consumo de estupefacientes. Deste esforço, resultou um elevado número de condenações de arguidos no Tribunal da Horta, arguidos estes que na sua esmagadora maioria eram residentes nas ilhas do Faial e do Pico e na área metropolitana de lisboa, onde foram realizadas diversas buscas domiciliárias no âmbito de processos investigados pela PSP da Horta” – afirmou ainda o Comandante. 

Sobre o aumento de apreensões o policial diz que “a eficácia do combate aos fenómenos de tráfico e de toxicodependência requer também uma atenção permanente das autoridades judiciárias, e nós sentimos que na ilha do Faial tem havido essa preocupação, com resultados que se fazem sentir nessa área e que se reflectem também na situação global da criminalidade. Se o Faial apresenta actualmente uma situação global de grande tranquilidade ao nível da segurança pública, muito se deve ao trabalho que tem sido produzido pela polícia e pelas autoridades judiciárias, o que que por vezes passa despercebido à população, sendo ao invés motivo de preocupação constante noutros pontos geográficos em que as pessoas se sentem mais inseguras.”

Nos próximos tempos, o desafio consiste em manter vigilância constante ao tráfico e acompanhar as tendências relativas ao consumo, com destaque para as camadas mais jovens da população, com uma atenção muito especial aos estabelecimentos de ensino e áreas circundantes. 

 

 

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