“A EMA não se assume como uma escola profissional”

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André Silva DR TI

A Escola do Mar dos Açores (EMA) completa amanhã dois anos de existência. Uma vida ainda curta, mas já repleta de atribulações. Desde os tempos iniciais até aos mais recentes não faltaram as polémicas, as opiniões desencontradas, as promessas por cumprir, as expetativas por concretizar, e, também, a confirmação da excelência das suas instalações das muitas possibilidades que a sua utilização
proporcionará.

André Silva, desde fevereiro deste ano é o novo Presidente do Conselho de Administração da ADFMA – Associação para o Desenvolvimento e Formação para o Mar dos Açores – a associação a quem compete a gestão e administração da Escola do Mar.

André Silva é natural da Graciosa, licenciado em Auditoria e Fiscalidade e desde 2011 é Técnico Superior na Direção de Serviços de Planeamento e Economia Pesqueira, da Direção Regional das Pescas, sendo, desde 2017, Chefe da Divisão de Gestão de Apoios Financeiros.

Ao Tribuna das Ilhas fala da Escola do Mar e do seu futuro.

Tribuna das Ilhas (TI) – A nova administração da Escola do Mar dos Açores (EMA), a que preside, em que ponto encontrou a Escola?
André Silva (AS) – A Escola do Mar dos Açores (EMA) assinala a 30 de julho o seu segundo aniversário, mas efetivamente este projeto já conta com alguns anos. Um projeto desta dimensão exige um esforço enorme na planificação, na edificação de infraestruturas (que ainda não estão concluídas) e na certificação da formação, permitindo autonomia nas suas atividades e nas formações ministradas. Foi neste ponto que o atual Conselho de Administração (CA) encontrou a EMA: na preparação de todos os elementos para certificação (não obstante de ainda existirem correções estruturais em curso).

TI – Face à realidade que encontraram, qual a orientação que pensam implementar e quais os principais projetos a cumprir no mandato?
AS – Os principais objetivos deste CA passam por: concluir o percurso de certificação formativa a ministrar na EMA e disponibilizar um plano formativo que dê resposta às necessidades existentes na Região. No presente mês, a EMA recebeu o certificado na ISO9001:2015 – Sistema de Gestão da Qualidade, que corresponde ao culminar de um conjunto de auditorias internas e externas às instalações da EMA, permitindo a validação de processos de gestão e de suporte desenvolvidos, cumprindo assim um dos pré-requisitos principais para a EMA constituir-se como a próxima entidade formadora certificada nacional para atividade profissional de marítimos, a conferir pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

TI – Já foi feito algum levantamento pela Escola das necessidades formativas na Região no setor? Em caso afirmativo, quais as necessidades detetadas e qual a resposta que será dada?
AS – Se queremos valorizar o Cluster do Mar, temos que qualificar e valorizar os setores de atividade que dinamizam a economia azul. Neste sentido, a EMA é parceira dos principais players do setor na resposta às necessidades identificadas. As necessidades regionais, em especial no setor das pescas, por força de alterações legais de enquadramento da atividade, são significativas e implicam um largo período formativo da EMA. Seria totalmente contraproducente ignorar as necessidades regionais para dar resposta a necessidades nacionais ou internacionais.

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