Editorial, 29 de julho

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Em janeiro de 2013, em lamentável cerimónia pública, encerrou a Estação Radionaval da Horta. O fim daquela estação ocorreu não porque os seus serviços se tenham tornado desnecessários, antes pelo contrário, dado que os mesmos foram transferidos para S. Miguel. Em rigor, a Estação Radionaval da Horta fechou por opção política, com o fim de a colocar junto ao Comando Militar dos Açores. Tudo o resto que na altura se invocou, como o tempo se encarregou de provar, foram pretextos e desculpas para se impor aquela vontade política. E ela só foi avante porque beneficiou da conjugação de três circunstâncias particularmente favoráveis: em primeiro lugar, houve uma vontade clara de várias chefias militares que estiveram nos Açores em concentrar instalações em S. Miguel; em segundo lugar, vários governos da República deram andamento a essa vontade; em terceiro lugar, o governo dos Açores daquela altura apoiou esse objetivo, colaborando com a cedência de terrenos em S. Miguel.

Consumado o encerramento, ficou no Faial não só a memória desses tempos em que uma relativamente numerosa comunidade militar marcava entre nós a sua presença, mas também ficaram os imóveis, quase todos, à boa maneira portuguesa, ao abandono.
Nasceu depois a ideia de aproveitar algumas dessas instalações, acoplando-lhes edifícios novos, para ali criar a Escola do Mar dos Açores (EMA). Entre anúncios, promessas, concursos, obras e inauguração das instalações decorreram muitos anos, mais do que os previstos. Seguiu-se, depois, a certificação pedagógica a justificar mais um hiato no início do seu funcionamento efetivo.

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