A freguesia e o seu Dia. O Município e o Dia do Bombeiro

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1. Em boa hora as freguesias decidiram instituir o Dia da Freguesia. Aquele dia em que, de uma forma mais solene, transmitem aos seus fregueses todo o trabalho desenvolvido pelo Executivo da Junta no ano transato.
Trata-se, pois, de um ritual que as freguesias da nossa ilha já não dispensam e que traz consigo a realização de diversas iniciativas e atividades, muitas em colaboração com as entidades locais.
Por outro lado, a cerimónia solene do Dia da Freguesia é igualmente aproveitada pelo seu Executivo para agraciar e homenagear as pessoas, as entidades ou instituições locais que, pelo seu percurso, mais se têm destacado ao serviço da freguesia e elevado o seu bom nome.
Não é um momento político, apesar da assídua presença de membros do executivo camarário, de deputados regionais e de presidentes de outras freguesias, mas sim um momento de cidadania, de respeito e de prestação de contas perante aqueles que os elegeram.
São também momentos para conhecermos um pouco mais da história da freguesia e para nos apercebermos in loco do progresso que cada uma delas consegue registar, ano após ano.
Do lado dos cidadãos de cada freguesia, a recetividade e a comparência a este tipo de evento tem sido cada vez maior, mostrando que estas iniciativas são relevantes para a vida da freguesia e que devem, portanto, perdurar.
Por seu turno, a comunicação social da ilha não se tem, também, imiscuído de acompanhar todas estas sessões solenes das freguesias, dando à estampa todo o trabalho realizado em prol dos fregueses.
Em Portugal, desde 2013, existem 3091 freguesias, com territórios que vão dos 20 hectares ou 0,2 km² aos 888 km², constituindo a freguesia a menor divisão administrativa em Portugal. Trata-se de subdivisões obrigatórias dos concelhos/municípios, governadas por uma Junta de Freguesia, um órgão executivo que é eleito pelos membros da Assembleia de Freguesia.

2. Assistimos, na passada sexta-feira, à celebração de mais um Dia Municipal do Bombeiro. Há dezoito anos que se comemora localmente este dia, mas a cerimónia deste ano ficou marcada pela entrega aos soldados da paz faialenses de uma das suas mais prementes necessidades, uma ambulância para o transporte de doentes não urgentes.
Sem dúvida um enorme feito conseguido pela atual direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Faial, e que permitirá ajudar a população faialense sempre que dela necessite.
Perante uma sala cheia de bombeiros voluntários, jovens e menos jovens, numa clara demonstração do interesse e apetência de cada um deles em abraçar esta nobre causa, ficámos também a saber que se encontra para breve o lançamento do concurso público para a construção do novo quartel.
Uma obra importante não só para esta coletividade, mas para a própria ilha que conseguirá ter ao seu dispor uma infraestrutura moderna, apta a responder às necessidades e exigências que o sistema de proteção civil hoje exige.
Mas, como já foi dito por inúmeras vezes, esta deslocalização enferma de um senão. Na verdade, enquanto o Governo Regional não se decidir em avançar com a construção da segunda fase da estrada Variante à cidade da Horta, o que parece difícil tendo em atenção o fim deste quadro comunitário de apoio, este novo quartel e os bombeiros que nele prestarão serviço enfrentarão dificuldades de circulação e deslocação sobretudo para o lado norte da ilha, e que, por vezes, poderão pôr em causa o socorro, rápido e eficiente, que se exige em situações de emergência.
Ainda associado a este dia, importante para os nossos bombeiros, está a sua permanente formação, sempre imprescindível no âmbito da protecção civil, e colocada em prática no Campeonato de Trauma do Triângulo, do qual os bombeiros faialenses são bicampeões.
Estão, pois, de parabéns os nossos bombeiros voluntários.

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