Abstrações Deambulatórias: Catolicismo faialense como modelo religioso

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André Costa

Tal como grande parte dos faialenses, eu cresci com o catolicismo presente na minha infância e adolescência, através da catequese e missa, que frequentei dos 6 aos 15 anos de idade. Sou ateu desde os 7, o que, gosto eu de pensar, me dá uma perspetiva única sobre o catolicismo em que cresci.

Sinto um certo ressentimento pela religião no geral, muito devido ao facto de ter sido forçado a concluir nove anos de catequese apesar da minha falta de fé, numa religião com princípios austeros, em que o sobressair é altamente desaconselhado, em que a tradição prevalece. Tendo sido uma criança pouco inclinada a agir como os outros à sua volta, foi um tempo da minha vida em que me senti constrangido por tradições sem sentido. Nesse sentido, tiro um certo conforto do facto de ter concluído nove anos de catequese e não ter feito o crisma: as horas infindáveis que perdi na Igreja de Nossa Senhora da Graça entre catequeses e missas foram também horas perdidas, um investimento sem frutos, para a instituição que me sufocou ao longo de tantos anos.

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