AFAMA preocupada com cães abandonados no Faial

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A Associação Faialense dos Amigos dos Animais está preocupada com o crescente número de cães abandonados na ilha do Faial.

Em conferência de imprensa Sónia Borges, presidente desta associação protectora dos animais, alertou para o facto de não ser da responsabilidade da AFAMA a recolha dos animais abandonados.

De acordo com Sónia Borges, “há a necessidade urgente de definir, por parte das autoridades locais, um plano de combate ao controlo de natalidade e fiscalização de abandono e situações de maus-tratos de animais”.

“Cada vez mais existem animais abandonados na nossa ilha e sucede que as pessoas têm acusado a AFAMA de não recolher os animais à via pública, todavia, isso não é da nossa responsabilidade” – frisa.

Neste momento a AFAMA conta com cerca de 220 sócios e mais de 90 animais, o que é, no entender da responsável, “difícil de gerir”.

“Nós não temos dinheiro nem meios, quer humanos, quer materiais, para acolher mais animais, e todas as semanas são nos deixadas à nossa porta ninhadas inteiras.  Estamos numa situação de sufoco financeiro, em que vivemos o dia-a-dia, a ver se conseguimos ter comida para os animais” – explica.

Em 2011 foram abandonados na AFAMA cerca de 50 animais. Nos primeiros 4 meses do ano já foram deixados cerca de 25 animais. “Isto deve-se sobretudo devido à crise”, explica Sónia Borges.

 “Estamos disponíveis dentro dos nossos meios para apoiar algumas situações, todavia não conseguimos chegar a todas, mas é importante que se tomem medidas porque em causa está a saúde e segurança pública que os animais doentes e abandonados na via pública podem provocar às pessoas e mesmo aos outros animais, como sejam as vacas ou as galinhas” – frisa.

 Tribuna das Ilhas contactou José Leonardo Silva, vice-presidente da Câmara Municipal da Horta e responsável por este sector.

Ao nosso jornal o vice-presidente disse-nos que, “neste momento a autarquia já dispõe de equipamento de captura de animais abandonados e já tem procedido a essa mesma recolha”.

“São imensos os casos que nos são apresentados e temos procurado sempre dar resposta mas temos consciência de que é um problema premente e crescente ao qual temos que estar atentos” – explica.

José Leonardo considera ainda que “a crise é um dos principais motivos para este aumento”.

Os animais que são capturados pela CMH são examinados pelo veterinário municipal e posteriormente, conforme dita a lei, ou são dados para adopção ou abatidos.

Neste momento a CMH está a preparar uma acção conjunta com a PSP no sentido de alertar a população para este fenómeno.

 

 

 

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