Agricultores continuam a aguardar por apoios aos prejuízos

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O deputado do PSD/Açores Bruno Belo questionou hoje o Governo Regional pelo facto dos agricultores das Flores e Corvo continuarem a aguardar por apoios aos prejuízos provocados pelo furacão Lorenzo, nomeadamente devido à impossibilidade da exportação de gado vivo.
“A passagem do furacão Lorenzo deixou as Flores e o Corvo com graves prejuízos económicos. Os agricultores das duas ilhas ficaram confrontados com graves constrangimentos à sua atividade, mais concretamente até hoje, passados quase sete meses da passagem do furacão”, afirmou Bruno Belo.
Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, o parlamentar social-democrata salientou que os agricultores das Flores e Corvo “ficaram impossibilitados de exportar cerca de 1.000 animais, tendo que aguardar a sua exportação durante vários meses e consequentemente receberem o fruto do seu trabalho”.
“A impossibilidade de exportação de gado vivo levou a que as reservas de alimento para o inverno tivessem sido totalmente consumidas, levando ao esforço extra de aquisição por parte dos agricultores. A ajuda aos alimentos fibrosos atribuída aos agricultores florentinos e corvinos foi importante, contudo não foi suficiente para cobrir os sobrecustos de alimentação dos animais”, frisou.
Para Bruno Belo, “a solução passa pelo Governo Regional assumir o compromisso de atribuir uma compensação aos agricultores pelos prejuízos causados pelo atraso na exportação de gado vivo das ilhas das Flores e do Corvo”.
“O pagamento dos prejuízos às explorações agrícolas permite dar alguma liquidez e consequentemente enfrentar a atual situação de forma mais capaz. Acresce a tudo isso a atual situação da pandemia COVID-19, com um cenário de incerteza relativamente ao futuro que é transversal a todos os setores da economia”, disse.
O deputado do PSD/Açores acrescentou que, apesar destes constrangimentos, os agricultores das ilhas das Flores e do Corvo “têm sido uns verdadeiros resistentes, assumindo um papel muito importante do ponto de vista económico e social, mesmo sem saberem se vão ser ressarcidos pelos seus prejuízos e em que medida”.

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