Ana Luís, cabeça de lista do PS à Assembleia Legislativa pela ilha do Faial – “Tenho a convicção que posso continuar a contribuir para o desenvolvimento da ilha do Faial e, desta forma, contribuir para o crescimento dos Açores”

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O Partido Socialista apresenta Ana Luís como primeira candidata à Assembleia Legislativa Regional pelo círculo eleitoral do Faial. Tendo sido em duas legislaturas Presidente da referida Assembleia, Ana Luís destaca nesta entrevista o investimento que o Governo do PS tem realizado na ilha do Faial e pretende combater a elevada abstenção sentida em anteriores atos eleitorais mediante a reinvenção da campanha e transmissão
da mensagem de que votar é seguro.

TRIBUNA DAS ILHAS – Apresenta-se às próximas eleições legislativas regionais como cabeça de lista do seu Partido pelo círculo eleitoral da ilha do Faial. Quais são as principais razões que motivaram a sua candidatura?
ANA LUÍS – Tenho a honra de liderar uma equipa que alia a experiência à renovação, que integra representantes de várias áreas da sociedade, que, com responsabilidade, assumem um compromisso, que continua para além do dia 25 de outubro e que enriquecem, com as suas críticas, propostas e preocupações o projeto que queremos construir em prol do desenvolvimento do Faial.
Apesar do trabalho que foi feito pelo Partido Socialista nos últimos anos, há ainda um grande caminho a percorrer, com outros projetos que queremos edificar, que queremos concretizar e é para isso que nos dispomos a trabalhar em prol de todos os faialenses.

TI – Se for eleito(a) deputado(a) regional irá cumprir o seu mandato na Assembleia Legislativa Regional?
AL – Se for eleita Deputada irei, com elevada honra, representar todos os faialenses, como julgo ter feito nestas últimas duas legislaturas, prosseguindo um trabalho de proximidade à população para melhor desempenhar as minhas funções. Mesmo tendo exercido a função de Presidente da Assembleia, mantive sempre a preocupação e a consciência de que, em primeiro lugar, tinha sido eleita pela minha ilha e como tal, tentei, sempre que me foi possível, considerando a exigência das funções de Presidente, cumprir com aquilo que me levou a querer ser representante dos faialenses – ouvir as pessoas, as diversas entidades e empresas da minha ilha e trabalhar em prol do contínuo desenvolvimento do Faial. Em segundo lugar, sempre tive como objetivo ser capaz de corresponder às expetativas daqueles que me elegeram.

TI – Como é que se posicionará perante as principais matérias que vão estar em cima da mesa na próxima legislatura, como sejam, entre outras, o reforço da Autonomia, o novo Quadro Comunitário de Apoio e as relações entre o Estado e a Região?
AL – O reforço da nossa Autonomia faz-se a cada momento e sempre que nos deparamos com dificuldades que põem em causa o exercício dos instrumentos políticos que temos ao nosso dispor. Mas o reforço da Autonomia também se faz com a contínua reflexão sobre o caminho que trilhámos e para onde queremos seguir. Por isso a minha posição será, como foi até aqui, a de pugnar pela defesa intransigente da nossa da nossa Região e da nossa Autonomia, de uma cada vez maior coesão regional, convicta que a união entre as ilhas reforça o nosso poder junto do Estado e das instâncias internacionais.
Deveremos, igualmente, junto das instituições europeias, exigir os fundos necessários para que regiões ultraperiféricas, como é o caso dos Açores, estejam melhor preparadas para enfrentar os desafios do futuro e para que a coesão europeia também seja uma realidade.

TI – Como analisa o investimento que o Governo Regional tem efetuado na ilha do Faial? Acha que a percentagem de investimento que o GRA tem inscrito nos orçamentos regionais deve ser mantida ou aumentada?
AL – O Governo Regional tem feito um investimento indiscutível na ilha do Faial, em prol dos faialenses e para os faialenses. Para ilustrar esta minha afirmação posso dar alguns exemplos de investimentos concluídos como seja o Centro de Dia dos Flamengos, complementando uma necessidade na área da proteção de idosos, a remodelação e ampliação do Lar das Criancinhas da Horta, que permitiu o aumento da oferta em cerca de 80 vagas, a Escola do Mar dos Açores que irá catapultar o Faial na área da formação profissional náutica, com equipamentos de última geração únicos nos Açores, o novo Matadouro do Faial, que permitiu melhorar as condições de trabalho, mas também as condições de abate contribuindo para a valorização do setor, ou então a Empreitada de remodelação do Serviço de Urgência e do Hospital de Dia do Hospital da Horta, melhorando as condições de acesso à saúde, área fundamental para a nossa Região.
Mas também poderia identificar um sem número de outros investimentos que estão em curso como seja o Entreposto Frigorifico, ou a construção da nova Unidade de Saúde da ilha do Faial, ou o novo Quartel de Bombeiros, para dar apenas alguns exemplos.
Poderia referir, ainda, as inúmeras políticas de intervenção do Governo Regional ao nível da infância e juventude, proteção de idosos, dinamização da economia ou de manutenção do emprego. Políticas, estas, tão essenciais como as grandes obras.
Agora, apesar do trabalho feito, é necessário dar continuidade a alguns investimentos estruturantes para a nossa ilha e que, estou certa, serão fundamentais para o crescimento económico do Faial.

TI – Qual é sua posição relativamente aos necessários investimentos estruturantes para a ilha, como sejam a ampliação da pista do aeroporto, a construção do novo Porto, da 2.ª Fase da EBI da Horta e do Estádio Mário Lino, as Termas do Varadouro, e a reabilitação das estradas regionais, nomeadamente a construção da 2.ª Fase da Variante?
AL – Como referi na última questão é fundamental para o Faial, promover a realização de investimentos que em muito poderão contribuir para a dinâmica económica da ilha, não só ao nível do Turismo, através da melhoria das acessibilidades, mas também para os setores económicos ligados ao mar e que poderiam ser potenciados com a realização destes investimentos. Refiro-me especificamente à ampliação da pista do Aeroporto da Horta, à retoma do processo da construção da 2.ª fase da Variante à cidade da Horta, no âmbito do novo Quadro Comunitário, e ao Reordenamento do Porto Comercial da Horta que irá potenciar a captação de empresas ligadas à reparação naval com a construção do novo terrapleno, que irá reforçar o Faial como capital do iatismo através da ampliação do cais acostável da Marina da Horta e potenciar o setor das Pescas considerando a reorganização do Núcleo de Pescas. Estes são alguns dos projetos que irão contribuir para o desenvolvimento da ilha do Faial e que estamos comprometidos a lutar por eles.

TI – Em termos de atuação política, quais são as outras matérias que considera prioritárias e que pretende defender na Assembleia Legislativa nos próximos quatro anos em prol da ilha do Faial? O que defende em termos de transporte aéreo e de mercadorias?
AL – Poderia destacar as áreas da Educação, da Saúde e do Turismo, sendo que este último está, de certa forma, relacionado com o transporte aéreo.
Na Educação, queremos continuar a defender o capital político do Partido Socialista, nesta área, que é um parque escolar de excelência e uma escola inclusiva e de igualdade de oportunidades para todos. Para isso devemos refletir sobre a falta de professores nalgumas áreas formativas a que já se assiste nalgumas ilhas, nomeadamente no Faial, para além de pretendermos reforçar os professores de apoio aos alunos com dificuldades de aprendizagem. Será igualmente relevante, a construção da 2.ª fase da EBI da Horta, colmatando a lacuna de espaços de convívio e infraestruturas desportivas com que se têm confrontado os alunos e toda a comunidade educativa ao nível do 2.º ciclo.
No que concerne à Saúde, para além dos investimentos físicos levados a efeito no Hospital da Horta e na Unidade de Saúde da ilha do Faial, e que ascendem a cerca de 20 milhões de euros, é importante, nesta fase, reforçar a captação de médicos especialistas que possam dar uma resposta mais célere aos utentes permitindo, igualmente, a diminuição das listas de espera.
A par do reforço estrutural do Bloco A do Hospital, da melhoria das zonas de estacionamento seria também muito importante que o Hospital da Horta fosse dotado com um equipamento de ressonância magnética, que permitiria menores deslocações aos faialenses, mas também aos utentes do das outras ilhas que recorrem ao Hospital da Horta.
Em relação ao Turismo são inegáveis os ganhos económicos, o aumento de empresas ligadas ao setor e, consequentemente, o reforço do emprego, no entanto houve, no passado, alguns aspetos ao nível do transporte de passageiros, nomeadamente ao nível do número de voos, seus horários e qualidade da operação que devem ser melhorados e reforçados, de forma a captar mais fluxos turísticos para a ilha do Faial. No entanto, devemos manter a nossa preocupação em relação à sustentabilidade. A nossa Natureza é o melhor que temos para oferecer a quem nos visita, pelo que as medidas a implementar para fomento do Turismo devem ser constantemente equacionadas sob o pensamento de prevenção e proteção ambiental, como aliás tem vindo a ser feito nos últimos anos.

TI – Sabendo-se das restrições colocadas pelas autoridades de saúde, no âmbito da pandemia COVID-19, de que forma pretende combater a elevada abstenção registada nos últimos atos eleitorais? Como realizará a sua campanha eleitoral?
AL – Se a abstenção já era um grande desafio em todos os atos eleitorais, este ano, perante a situação pandémica com que nos confrontamos, temos de estar ainda mais despertos para essa preocupação. Em primeiro lugar temos de saber passar a mensagem de que as autoridades de saúde estarão a acompanhar o desenvolvimento da situação e que as eleições decorrerão de forma segura. Por outro lado, confrontamo-nos com o desafio de nos reinventarmos em termos de campanha eleitoral que, desta feita, passará pelo reforço de utilização dos meios digitais, mas que passará, também, pela auscultação das forças vivas da nossa ilha, dando continuidade àquilo que fizemos nestes últimos 4 anos.
Desta forma, vamos reunir com as empresas, com as associações representativas dos diversos setores económicos, com as instituições de solidariedade social, com associações desportivas e culturais e com as próprias pessoas, respeitando, naturalmente todos os condicionalismos e regras impostas pelas autoridades de saúde para que possamos apresentar um projeto a sufrágio que honra as preocupações dos faialenses e dos seus movimentos associativos.

TI – Qual será a sua estratégia para manter e, eventualmente, reforçar o seu eleitorado?
AL – Tenho pautado a minha atuação pela verdade, pela honra que sinto em representar a minha terra e com a humildade de reconhecer que o caminho se faz caminhando. Tenho a convicção que posso continuar a contribuir para o desenvolvimento da ilha do Faial e, desta forma, contribuir para o crescimento dos Açores.

TI – O que pretende dizer aos faialenses para que decidam votar em si e no partido que representa?
AL – Temos um projeto credível, uma equipa de 12 pessoas que confia nas propostas que temos para o Faial. Confiamos, igualmente, que Governo dos Açores tem conseguido enfrentar com responsabilidade, e coragem, todas as adversidades com que tem sido confrontado, nomeadamente neste período desafiante, difícil e que nos pôs a todos à prova. O Partido Socialista é, sem dúvida, a melhor opção para quem, efetivamente, pretende ter quem defenda a ilha do Faial, com sentido de responsabilidade, com provas dadas, mas também com a humildade para reconhecer que temos de continuar a trabalhar para cumprir com os nossos objetivos.
Esta é a génese do Partido Socialista – investir nas pessoas e no seu bem-estar.

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