Aprender História a “praticar”

0
13

Os alunos do 2.º ciclo da Escola Básica e Integrada da Horta fazem parte dos participantes mais activos das comemorações do centenário da República no Faial. Na segunda-feira, dia 4, a partir das 18h00, irão dar vida a um arraial republicano na Praça da República, onde vão recriar alguns momentos importantes associados à Revolução do 5 de Outubro.

Manuela Ponte, responsável pelo Departamento de História da EBI da Horta, falou ao Tribuna das Ilhas sobre esta recriação histórica, que é já a terceira organizada por aquela escola. Para a professora, esta é uma oportunidade dos alunos reviverem a época histórica sobre a qual estão a aprender, e não duvida de que isto facilita a aprendizagem. Quanto aos alunos, põem mãos à obra de bom grado, e adoram esta forma especial de aprender.

 

 

De acordo com Manuela Ponte, os alunos irão representar três quadros, recriando alguns dos momentos mais importantes associados à Revolução Republicana. Serão eles o Regicídio, a Revolução em si, opondo monárquicos a republicanos, e a proclamação da República, com a recriação do discurso de José Relvas na Praça do Município em Lisboa, que será feita na varanda do edifício dos Bombeiros. Depois haverá arraial, onde os republicanos vão manifestar a sua alegria pelo facto de terem derrubado a Monarquia.

A animação está garantida com uma barraquinha de comes e bebes, e com a actuação da Filarmónica Artista Faialense e do Grupo de Folclore da escola. O Mercado Municipal também irá colaborar.

Para a professora de História, “é preciso um certo grau de loucura” para colocar de pé eventos com esta dimensão. São muitas horas de trabalho, ao longo de vários meses, sempre com o objectivo de preparar tudo o melhor possível, para depois apresentar o trabalho à população. “É muito bom poder abrir as portas da escola à comunidade, porque as pessoas muitas vezes têm uma ideia diferente daquilo que se faz dentro da sala de aula”, explica.

blank

Para colocar de pé estes eventos, a escola conta com a colaboração do Município, o que, para Manuela, é uma ajuda preciosa. As questões logísticas como a montagem das barracas, do palco e da iluminação, ou os contactos necessários ao encerramento do trânsito no local, ficam a cargo da Câmara Municipal da Horta, que assim liberta dos braços já sobrelotados dos professores algumas das tarefas.

Na escola, os professores não duvidam de que esta é uma valiosa experiência de aprendizagem para os mais pequenos: “trata-se pôr as crianças a experimentar a história, que é uma disciplina tida como muito teórica”, explica Manuela. “Os miúdos têm sempre muita dificuldade em recuar no tempo. Desta forma, fazem-no sendo eles a viver os acontecimentos da época. Já fiz muitos projectos com os meus alunos de História e sei que eles aprendem muito mais naquelas horas que ali estão do que dentro da sala de aula. E eles adoram”, garante. Para esta professora, é importante mostrar aos seus alunos que a História “não é uma disciplina maçuda”, onde apenas interessa “marrar” a matéria, para depois a esquecer logo após o teste.

 

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 01.10.2010

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!