Associações de militares exigem “solução idêntica” à dos professores para contagem integral

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As associações socioprofissionais dos militares defenderam hoje a aplicação à progressão das carreiras das Forças Armadas de “solução idêntica” à que o parlamento consagrou quinta-feira para os professores.Em comunicado conjunto hoje divulgado, cinco associações de militares das Forças Armadas sublinharam que o parlamento aprovou, com os votos contra do PS, uma nova redação do artigo do diploma do Governo que “agora passa a prever a recuperação integral do tempo de serviço para os professores, os 3.411 dias que foram congelados”.
“Foi, sem margem para dúvidas, um dia importante para os professores que viram reconhecido pelo parlamento todo o tempo de serviço congelado”, acentuaram a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), a Associação Nacional de Sargentos (ANS), a Associação Sócioprofissional da Polícia Marítima, a Associação de Praças e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR).

Para aquelas associações, “perante a solução agora encontrada na Comissão [parlamentar] de Educação e Ciência, é de toda a legitimidade questionar então para quando a aplicação de solução idêntica para os militares das Forças Armadas, para os profissionais da GNR e para os profissionais da Polícia Marítima”.

Nem reuniões com as respetivas tutelas políticas, [Ministério da Defesa Nacional e Ministério da Administração Interna], “foi apresentado aos dirigentes destas organizações o argumento de que a solução a aplicar seria a mesma que fosse encontrada para os professores”, argumentaram.
Os militares sublinharam que “aquilo que parecia ser uma matéria encerrada pelo Governo, dando o tempo de serviço como perdido, ganhou agora uma nova vida, uma vez que o tempo de serviço já não está em dúvida”.
O parlamento aprovou na quinta-feira – com os votos contra do PS – uma alteração ao decreto do Governo estipulando que o tempo de serviço a recuperar aos professores será de nove anos, quatro meses e dois dias.

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