Atlantis Cup vai unir as nove ilhas dos Açores

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A Regata Atlantis Cup, também conhecida pela Regata da Autonomia, tem um novo modelo para os anos 2016, 2017 e 2018: unir as nove ilhas.
A regata que até agora passava apenas pelas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, vai passar pelas nove ilhas dos Açores. O anúncio foi feito pelo Presidente do Clube Naval da Horta, José Decq Mota, na passada sexta-feira, dia 11 de março.
José Decq Mota lembrou que a sugestão de envolver as nove ilhas foi deixada pela Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, principal patrocinadora da prova, na apresentação do ano anterior, de forma a tornar “a Atlantis Cup na verdadeira regata da Autonomia”.
Depois de vários contatos entre o Clube Naval da Horta, os restantes Clubes Navais e as respetivas Câmara Municipais, o CNH apresentou o novo modelo da Regata Atlantis Cup – Regata da Autonomia.
A Regata Atlantis Cup, inserida na Semana do Mar, terá assim três percursos diferentes ao longo dos próximos três anos terminando sempre na cidade da Horta, fazendo parte do maior festival náutico do país. Esta modalidade termina em 2018, ano em que a Atlantis Cup assinala 30 anos.
Em 2016 a largada da 1ª etapa da Regata da Autonomia, no ano em que a Autonomia Regional comemora 40 anos, vai acontecer no Grupo Ocidental, nas Lajes das Flores, contornando a ilha do Corvo e regressando às Lajes. A 2ª etapa liga as Lajes das Flores às Velas, em São Jorge. Na 3ª e última etapa, os participantes saem das Velas em direção à Horta, contornando a ilha do Faial pelo lado Norte. Esta é a primeira vez que se vai realizar uma regata nas ilhas da Flores e Corvo.
Em 2017, a Regata Atlantis Cup regressa ao Grupo Oriental dos Açores, a 1ª etapa vai ligar Ponta Delgada, em São Miguel, à Vila do Porto, na ilha de Santa Maria. A largada da 2ª etapa será na Vila do Porto em direção a Vila Franca do Campo de onde parte a 3ª etapa até ao destino final na cidade da Horta.
Em 2018, ano em que se celebra os 30 anos da Atlantis Cup, os percursos serão realizados no Grupo Central. A largada da 1ª etapa é em Angra do Heroísmo com uma volta à ilha da Graciosa. Na 2ª etapa os participantes partem da Praia da Vitória em direção às Velas de São Jorge. Na etapa final os velejadores partem das Velas em direção à Horta, contornando a ilha do Pico pelo lado sul.
José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta, afirmou que este modelo da Regata Atlantis Cup tem “um significado particular, que dizer que o homem é capaz de se reinventar, depois de tantos anos, ser capaz de lançar novos desafios, no sentido de tornar uma regata, que é a Regata da Autonomia, numa verdadeira regata de autonomia”, passando pelas nove ilhas dos Açores.
O autarca destacou a importância desta regata terminar na baía da Horta, uma das mais belas baías do mundo inserida no clube com o mesmo nome e do qual a Câmara Municipal da Horta faz parte.
Isabel Rodrigues, Secretária Regional Adjunta para os Assuntos Parlamentares, considerou que este novo modelo da Regata Atlantis Cup convoca dois elementos que são muito importantes para os açorianos, o mar pelos recursos que oferece e que nos confere uma dimensão muito particular, e por outro lado, a autonomia, nome também associado à regata.
A Secretária Regional Adjunta realça também esta nova configuração da regata por ter o mérito de reunir os açorianos das diversas ilhas em torno de um evento.
Ana Luísa Luís, Presidente da ALRAA, instituição que é a principal patrocinadora da prova, mostrou muito agrado no novo modelo apresentado para os próximos três anos, cumprindo o desígnio de unir as nove ilhas. Sublinhou ainda que esse simbolismo e o reforço representativo da coesão açoriana como “uma das conquistas do percurso autonómico: a aproximação das ilhas, não apenas em sentido figurativo, mas na caminhada de levar a todas elas o desejável e equilibrado progresso.” A Presidente lembrou a importância da promoção do turismo náutico, a centralidade da marina da Horta e a hospitalidade do receber açoriano, exortando ao envolvimento de toda a sociedade: “Porque as nossas conquistas não estão garantidas mas em constante aperfeiçoamento. O nosso desenvolvimento harmonioso não está em vias de ser concluído; pelo contrário, muito há a fazer, a pensar, a investir. Pelos que detêm o poder regional, concelhio e local. Pelas organizações não-governamentais, pelo movimento associativo, pelos indivíduos no pleno direito e no sentido dever da sua cidadania.”
 

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