Autoridade de Saúde Regional dos Açores anuncia rastreio aos pescadores

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A Autoridade de Saúde Regional dos Açores anunciou hoje que será feito um rastreio à covid-19 aos pescadores do arquipélago, depois dos já realizados em unidades de saúde, lares de idosos e escolas.

“Todos nós sabemos que estamos perante uma atividade que tem diferentes particularidades, tem as suas necessidades e, nesse sentido, estamos a articular no sentido de fazermos esses testes a quem está na faina”, avançou o responsável da Autoridade de Saúde Regional.

Questionado sobre a escolha deste setor, o responsável justificou-a com o facto de “muitos dos tripulantes das embarcações serem residentes na região, outros não serem, estarem vários dias no mar e ter de haver rotatividade das tripulações”.

Antes serão testados todos os funcionários de creches, jardins de infância, centros de atividades ocupacionais, centros de dia e centros de noite, que retomam a atividade na próxima segunda-feira nas ilhas do Pico, Faial, Terceira e São Jorge, onde não há registo de novos casos da covid-19 há mais de um mês, e no dia 01 de junho nas ilhas de São Miguel e Graciosa.

Nas escolas das seis ilhas onde se registaram casos da covid-19, que retomaram ou estão prestes a retomar aulas presenciais, já foram testados mais de 3.300 docentes, não docentes e alunos, estando ainda a aguardar colheita de amostra ou resultado laboratorial mais de 1.100.

Os rastreios ao novo coronavírus nos Açores envolveram também os lares de idosos, onde os funcionários, que trabalham em esquema rotativo, são testados sempre que regressam ao serviço.

“Tem-nos dado muito trabalho para que tenhamos todos estes rastreios e resultados analíticos terminados a tempo de compatibilizarmos com as medidas de flexibilização que foram anunciadas”, afirmou Tiago Lopes.

Nas últimas 24 horas foram realizados 939 testes (apenas um relativo a um caso suspeito) nos dois laboratórios da região e 2.592 pessoas estavam a aguardar colheita de amostras ou resultados laboratoriais.

“Ter neste momento uma região como a nossa, em que, em 24 horas, quase que faz praticamente 1.000 análises, se processa quase 1.000 amostras e se tem os consequentes resultados a nível laboratorial é, efetivamente, de saudar e é um trabalho que é extremamente meritório para qualquer um dos profissionais que está envolvido neste processo”, frisou o responsável da Autoridade de Saúde Regional.

Desde o início do surto já foram testadas mais de 14.500 pessoas, incluindo cerca de 3.200 profissionais de saúde.

Os Açores registaram 146 casos positivos da covid-19, dos quais 17 estão atualmente ativos (15 em São Miguel, um no Pico e um na Graciosa), estando apenas três doentes internados no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, com “situação clínica estável”.

O número de casos positivos é igual ao verificado no dia 24 de março (10 dias após o primeiro caso confirmado na região) e as recuperações (113) já superam o maior número de casos ativos em simultâneo (111), registado em 22 abril.

Entre os casos de recuperação contam-se 18 pessoas “com mais de 80 anos”, tendo o recuperado mais velho 93 anos.

Ocorreram ainda 16 óbitos, todos na ilha de São Miguel, com uma “média de idades de 83 anos”.

A maior parte das 146 pessoas infetadas no arquipélago é do sexo feminino (100) e 36 tinham mais de 80 anos.

A ilha de São Miguel é a que registou mais casos (108), seguindo-se Terceira (11), Pico (10), São Jorge (sete), Faial (cinco) e Graciosa (cinco).

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