BE propõe linha de apoio às vítimas de violência doméstica 24 horas por dia e denúncia por SMS

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Tendo em conta que a situação de confinamento prolongada que se verifica nos Açores potencia o aumento das situações de violência doméstica, o Bloco de Esquerda entregou hoje no parlamento uma proposta que recomenda a realização de uma campanha de divulgação exaustiva, em todos os órgãos de comunicação social da Região, da linha telefónica para denúncia de casos violência doméstica, a optimização da linha para que passe a funcionar 24 horas por dia, e a criação de um número para denúncias por SMS, para facilitar a denúncia sem que o agressor se aperceba.

A proposta do Bloco de Esquerda vai no sentido de cumprir o apelo feito recentemente pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que pediu “a todos os governos que tomem medidas para prevenir a violência contra as mulheres” e salientou que é preciso “garantir que as mulheres possam pedir ajuda de maneira segura, sem que os que as maltratam percebam”.

A violência doméstica é um grave problema em Portugal, e particularmente nos Açores, há muitos anos. E as estatísticas de 2019 são ainda mais preocupantes do que as de 2018.

Mas agora, perante o isolamento social imposto no país e na região desde meados de março, devido ao novo coronavírus, que restringe muitas pessoas às suas casas, o número de casos será ainda maior, porque o espaço limitado, a gestão do tempo, a alteração nas rotinas e a, possível, fragilidade financeira, são fatores que podem potenciar situações de violência.

A proposta do BE pretende garantir que as vítimas de violência nos Açores tenham acesso aos mesmos meios que estão disponíveis no continente, ou seja, um número de telefone disponível 24 horas por dia e a possibilidade de fazer uma denúncia por mensagem escrita (SMS).

“Prevenir e combater a violência doméstica é tarefa para todo o país. Em tempos de isolamento exige-se atenção redobrada das entidades públicas e de todos nós”, lê-se na proposta enviada hoje pelo Bloco de Esquerda ao parlamento.

Recorde-se que o número de apoio às vítimas de violência nos Açores é o 800 27 28 29.

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