PSD questiona ausência de programação que exclui 3 ilhas das rotas da Atlânticoline

0
49

O deputado do PSD/Açores, João Bruto da Costa, pediu hoje explicações ao Governo Regional sobre “a exclusão das ilhas de São Miguel, Santa Maria e Graciosa na programação de uma eventual reabertura do transporte marítimo de passageiros e viaturas durante o corrente ano “.

 

O social democrata refere-se à consequência “do anúncio do cancelamento do fretamento sazonal de navios para o verão de 2020 – feito esta quarta feira, pelo executivo -, por via do surto da Covid-19 e após parecer da Autoridade de Saúde Regional”, explica.

 

Mas alerta que, segundo disse Secretária Regional dos Transportes e Obras Publicas, “se for levantada esta suspensão, as ligações poderão ser retomadas, de acordo com o horário de verão da Atlânticoline e recorrendo à sua frota própria, realizando a operação entre Faial, Pico, São Jorge e Terceira, bem como a operação entre as ilhas das Flores e Corvo”, adianta.

 

“Isso vai novamente excluir a Graciosa da operação, já que a ilha não integra a Linha Lilás, que percorre o Grupo Central”.

 

“A Graciosa poderá ficar totalmente isolada no transporte marítimo de passageiros e viaturas, caso este se possa vir a concretizar ainda este ano”, alerta João Bruto da Costa.

 

“O mesmo sucede com a ausência de qualquer programação ou soluções para as ligações entre São Miguel e Santa Maria, que é igualmente inaceitável”, acrescenta.

 

“Exige-se assim que o Governo explique também se está disponível para apresentar um plano que assegure ligações para as referidas ilhas, caso estas sejam possíveis no restante arquipélago”, questiona o social democrata.

 

“Acresce a tudo isso a aparente intenção de, mesmo sem alternativas,  o Governo continuar a não alargar a Linha Lilás da Atlânticoline à Ilha Graciosa, como lamentavelmente vem acontecendo”, refere o parlamentar.

 

João Bruto da Costa recorda que “a justificação apresentada para a não escala da Linha Lilás na Graciosa baseou-se sempre na existência da alternativa, e no suposto reforço de toques dos navios fretados para a época estival o que, manifestamente, não será agora sustentável”, sublinha.

 

O deputado conclui, dizendo que “não se compreende que estas três ilhas não sejam objeto, desde já, de qualquer programação ou planeamento. Por razões diversas e especificas, isso poderá prejudicá-las de forma injustificável”, disse.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO