BE quer conhecer resultados do Centro de Tratamento para Perfusão Subcutânea de Insulina

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O Bloco de Esquerda quer conhecer os dados sobre a abrangência da diabetes nos Açores e perceber que impacto teve a abertura do Centro de Tratamento para Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina, anunciado pelo Governo em 2015.

Num requerimento enviado hoje ao Governo, os deputados do Bloco de Esquerda solicitam os dados sobre o número de pessoas diagnosticadas com diabetes nos Açores, por idades, por ilha e tipo de diabetes.

O requerimento recorda que, em 2015, o então secretário regional da Saúde, anunciou a criação do Centro de Tratamento para Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina, no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, referindo que se tratava de “mais uma valência para os utentes do Serviço Regional de Saúde que possibilita uma melhor prevenção de doenças derivadas da diabetes”.

Os deputados entendem, por isso, que quatro anos depois do anúncio, é tempo de avaliar a sua implementação, a abrangência e os seus impactos na vida das pessoas diagnosticadas com diabetes.

O BE pergunta, assim, qual o número e qual a idade das pessoas abrangidas com o tratamento por dispositivo de perfusão subcutânea contínua de insulina.

A diabetes é uma doença crónica em larga expansão em todo o mundo. Segundo os números da International Diabetes Federation (IDF)  prevê-se que em 2030 cerca de 438 milhões de pessoas sofram de diabetes, o que corresponde a um aumento de cerca de 54%. Aproximadamente 3,8 milhões de pessoas morrem todos os anos por diabetes ou por causas com ela relacionadas.

A diabetes mellitus afeta a forma como o nosso organismo usa a glicose presente no sangue. A glicose, comummente chamada de “açúcar”, é vital, já que se trata da principal fonte de energia, “combustível”, que as células do nosso corpo utilizam. Um desequilíbrio pode conduzir a complicações com consequências graves para a saúde.

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