BE vai lutar para impedir cortes nos fundos europeus estratégicos para os Açores

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O eurodeputado José Gusmão garante que o Bloco de Esquerda vai bater-se por encontrar soluções que assegurem a coesão para as Regiões Ultraperiféricas e para evitar os cortes que já foram anunciados para “todos os fundos que são estratégicos para os Açores”.

Para já, a proposta da Comissão Europeia – que aponta para cortes na Coesão, Agricultura, Regiões Ultraperiféricas e Pescas – foi rejeitada pelo Parlamento Europeu. Mas o debate vai continuar e José Gusmão assegura que o BE vai fazer tudo o que for possível para evitar estes cortes.

Num debate realizado ontem em São Miguel, o eurodeputado do Bloco deixou um alerta para que não haja ilusões relativamente aos muitos milhões de euros que estão anunciados para o Fundo de Resolução: estas verbas não vão compensar os cortes nos fundos estruturais, porque “o Fundo de Resolução é uma medida extraordinária e o Orçamento da União Europeia é uma medida estrutural, e que serve como referência para futuros orçamentos”.

José Gusmão salientou ainda a importância da aposta na ciência e inovação para os Açores, e recordou que a proposta de criação na Região de um Centro de Investigação Científica de grande dimensão – defendida pelo BE/Açores há muitos anos – chegou agora à agenda política nacional, através do Plano estratégico para a Recuperação Económica até 2030, que aponta para o investimento numa grande universidade do Atlântico.

Como o BE tem defendido, esta é uma oportunidade para “os Açores terem um pólo de investigação e inovação em várias áreas – muito importantes para a economia da Região e do país – como a gestão sustentável do mar, as energias renováveis, ou a microbiologia”, disse o eurodeputado.

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