Bloco pede explicações ao Governo sobre violação do Plano Regional de Vacinação no Corvo

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Perante as recentes declarações do delegado de saúde do Corvo, que anunciou que seriam vacinadas 200 pessoas no Corvo sem a aplicação das prioridades estabelecidas no Plano Regional de Vacinação – que estão relacionadas com a idade, profissão e condição de saúde – o Bloco de Esquerda pede ao governo que justifique esta decisão política que viola o documento estratégico para a vacinação contra a covid-19 nos Açores.

Este incumprimento dos critérios estabelecidos pelo Plano Regional de Vacinação contra a Covid-19 “significa que poderão ser vacinados já este mês, por exemplo, jovens e adultos saudáveis na ilha do Corvo, quando milhares de pessoas – do Corvo e das restantes ilhas dos Açores – que o Plano Regional de Vacinação aponta como prioritárias – idosos, profissionais de saúde e pessoas com patologias que comportam alto risco quando associadas a covid-19 – vão continuar à espera de vacina”, refere o requerimento enviado hoje pelo Bloco de Esquerda.

Perante este incumprimento, o Bloco de Esquerda pergunta se o Governo vai criar mais exceções na aplicação do Plano de Vacinação, ou se os restantes critérios e fases serão cumpridos.

O Plano Regional de Vacinação contra a COVID-19 da Região Autónoma dos Açores – elaborado em articulação com o Plano Nacional de Vacinação – estabelece um conjunto de princípios orientadores e atribui prioridades na administração da vacina, por diversas fases, tendo em conta a exposição ao risco com base em critérios objetivos relacionados com a profissão, a condição clínica e a idade de cada pessoa.

O documento estabelece que na primeira fase, que decorrerá, previsivelmente, entre dezembro de 2020 e março de 2021, os grupos prioritários para a vacinação serão os seguintes: Profissionais e utentes das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, Casas de Saúde e internados em Cuidados Continuados; Os Profissionais de Saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes; Os Profissionais das Forças Armadas, forças de segurança e serviços críticos; As pessoas com 50 ou mais anos, com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal, DPOC ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

Na segunda fase, que decorrerá, previsivelmente, entre abril e junho de 2021, os grupos a vacinar correspondem às: pessoas com 65 anos ou mais anos que não tenham sido vacinadas na primeira fase; pessoas entre 50 e 64 anos com pelo menos uma das seguintes patologias: diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão arterial, outras patologias que poderão ser definidas posteriormente.

Na terceira fase, que decorrerá, previsivelmente, a partir de julho de 2021, será vacinada a restante população, de acordo com o ritmo de entrega das vacinas.

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