Bolieiro reivindica 1.000 a 1.200 milhões de euros do Fundo de Recuperação para os Açores

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O presidente do PSD/Açores defendeu hoje que a Região deve receber entre 1.000 a 1.200 milhões de euros dos cerca de 15 mil milhões que Portugal vai receber do novo Fundo de Recuperação europeu, tendo em conta que se prevê uma quebra “muito significativa” do Produto Interno Bruto (PIB) regional.

“Estima-se que a quebra do PIB da Região venha a ser muito significativa. Tendo em conta os valores a que Portugal vai ter direito, creio que é justo reivindicar para os Açores uma verba entre os 1.000 e 1.200 milhões de euros”, afirmou José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas, após uma reunião com o presidente da Federação Agrícola dos Açores.

Segundo o líder social-democrata, o valor de 1.000 a 1.200 milhões de euros para os Açores é a verba necessária “para fazer a recuperação dos prejuízos causados pela pandemia da COVID-19 na economia e na sociedade” açorianas.

José Manuel Bolieiro defendeu também que, para uma utilização eficiente das verbas do Mecanismo de Recuperação e Resiliência e do Quadro Financeiro Plurianual europeus, é necessário “abrir o debate à sociedade”.

“É fundamental a concertação com os parceiros sociais para que haja uma aplicação estratégica e com eficácia destes meios financeiros que estarão ao dispor dos Açores”, considerou.

O líder social-democrata garantiu ainda que o partido, através dos seus deputados no Parlamento Europeu, tudo fará para manter em 85 por cento a taxa de cofinanciamento dos projetos no âmbito do desenvolvimento rural nas regiões ultraperiféricas.

“É uma desilusão que, ao contrário do que tinha sido anunciado para o desenvolvimento rural, ou seja, para a agricultura, a taxa de cofinanciamento aprovada pelo Conselho Europeu seja, afinal, de 80 por cento”, disse.

De acordo com José Manuel Bolieiro, “esta é uma desilusão que importa combater, o que o PSD fará através dos seus deputados no Parlamento Europeu, defendendo que a taxa de cofinanciamento seja de 85 por cento e não de 80, como está em cima da mesa”.

“Temos que unir esforços e trabalhar para que, em sede do Parlamento Europeu, se possa rebater a proposta atual e se retome a taxa de cofinanciamento de 85 por cento para a agricultura nas regiões ultraperiféricas”, concluiu.

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