Cabos submarinos. Paulo Moniz requer audição do Presidente da ANACOM

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O deputado à Assembleia da República Paulo Moniz entregou requerimento para ouvir em Comissão o Presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) sobre a substituição dos Cabos Submarinos entre o Continente e as regiões autónomas, “um processo que já é demasiado longo, o que nos causa muita preocupação e a necessidade de procurar responsabilidades e soluções”, referiu.

“Solicitei a presença daquele responsável pelo regulador do sector, em audição da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação”, avançou Paulo Moniz, uma vez que “a substituição dos cabos submarinos que asseguram as comunicações entre Portugal Continental, Açores e Madeira está atrasada, sendo já seguro que as novas ligações não estarão prontas até ao final de 2023”, disse.

Para o parlamentar açoriano, “a interligação dos Açores a Lisboa por cabo submarino é imprescindível, e é urgente avaliar a situação e procurar soluções por forma a evitar que se consume uma situação de rutura nas comunicações, o que, a acontecer, seria extremamente grave pois dele dependem telefones móveis e fixos, televisão, o funcionamento da banca, a internet e tudo o que nela assenta”, avançou.

“Trata-se de uma questão premente e que atesta bem a forma como os governos do Partido Socialista lidam com os dois arquipélagos, uma vez que a adjudicação do concurso para a substituição dos cabos não aconteceu, e toda esta morosidade põe em risco a Região, que pode vir a sofrer graves prejuízos em termos de comunicações, a vários níveis”, reforçou.

“A situação é tão mais preocupante porque o tráfego de dados continua a crescer, prevendo-se uma situação de ‘congestionamento’, sem a substituição atempada dos atuais cabos, com inevitável degradação da qualidade de serviço da transmissão, que poderá ser catastrófica se, cumulativamente, existir uma avaria ou falha de um dos lances do anel impossibilitando o escoamento repartido do tráfego”, alerta também Paulo Moniz.

“A substituição do cabo submarino de telecomunicações entre os Açores e o Continente já devia estar em andamento, dado o prazo de validade da estrutura, pois o sistema atual está em operação desde 1998, sendo tecnicamente estimado um tempo de vida útil máximo de 25 anos”, concluiu.