Candidatos à CMH em entrevista ao Tribuna das Ilhas

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TI – O que o (a) motivou a aceitar este desafio? 
MM – Aceitei ser candidato pelo Bloco de Esquerda por ser o meu partido e por ser esta a força que melhor me pode apoiar na luta por uma gestão camarária liberta de segundos interesses e que colocará sempre as pessoas em primeiro lugar.  
 
TI – Que benefícios ou vantagens pode trazer a sua eleição ao município? 
MM – Os órgãos autárquicos têm falta de pessoas como eu, com conhecimento efetivo das necessidades e aspirações do concelho e que, de diversas formas, a ele sempre se tem dedicado, na economia como empreendedor e criador de emprego, no desporto como dirigente em várias associações, na cultura como colaborador e membro diretivo. A este conhecimento e participação ativa junto o apoio inequívoco dum partido que não verga perante as adversidades, que tem provado não estar refém de interesses pessoais ou económicos estranhos à comunidade.
 
TI – Quais as linhas orientadores do seu manifesto eleitoral para estas eleições Autárquicas? 
MM – “Primeiro as Pessoas” é o nosso slogan de campanha. De acordo com ele, todas as nossas propostas estarão ao serviço do bem-estar social, da melhoria das condições económicas das famílias, da diversificação das atividades económicas, da prevenção da saúde, da salubridade, da cultura, da ecologia, entre outras, mas sempre com o objetivo principal da criação de emprego.
 
TI – Caso seja eleito quais são os investimentos que considera prioritários para a ilha e para os faialenses?
MM – Há investimentos prioritários que não competem diretamente ao Município, outros que deverão ser partilhados e, ainda, os que são da sua exclusiva responsabilidade. Cada qual deve ter um tratamento adequado. Posso dar como exemplos a ampliação do aeroporto, as obras no interior do nosso porto e a 2ª fase da variante, obras estruturantes que, sendo da competência da República ou da Região, carecem dum empenhamento firme e resiliente da autarquia. Esse empenhamento resiliente, a que as pessoas chamam “bater o pé”, tem faltado ou não tem sido eficaz junto do Governo Regional ou da República.
Obras como a recuperação do edificado pertencente ao Município e a modernização do Mercado Municipal, são da responsabilidade camarária. Estas, demasiadas vezes, pecam por tardias, ou são executadas em fim de mandato, dando a ideia de se inserirem na campanha eleitoral.
Prioritário, para além do que já referi, é avançar com o saneamento básico onde ele for possível, é recuperar e conservar os acessos de responsabilidade camarária, é investir mais eficazmente nas áreas sociais e na promoção da empregabilidade.
 
TI – Em relação aos elementos que compõem a sua candidatura que razões motivaram a sua escolha? 
MM – A escolha não é minha, a escolha é de toda a Comissão de Ilha e com a participação de quem se presta a concorrer pelo Bloco de Esquerda, mesmo não sendo aderente. Posso dizer é que me sinto confortável e muito motivado com os elementos que compõem as diversas listas, a da Câmara Municipal, a da Assembleia Municipal e as das freguesias a que concorremos.
As listas têm uma paridade global de género na ordem dos 50%; é composta por pessoas das mais variadas profissões e escalões etários, gente simples, honesta, com diversas competências profissionais e académicas; gente que já sentiu na pele as consequências do favorecimento, do assédio político, da promessa enganadora. Mas, também, gente altruísta que não se tendo deixado espezinhar está genuinamente e desinteressadamente disposta a lutar por quem mais precisa.
 
TI –  A abstenção tem marcado os últimos atos eleitorais, de que modo pensa combater esse facto nestas eleições? 
MM – Essa é uma das nossas principais lutas políticas. Motivar as pessoas para que votem, para que expressem eficazmente a sua vontade de mudança. E essa mudança não poderá estar na alternância de mais do mesmo ou pior, de quem está, ou já esteve ligado ao poder. Terá de ser na alternativa de quem, noutras circunstâncias, tem provado conseguir essa mudança. 
Dir-me-ão que estas são as eleições que mais fogem à lógica da influência partidária, mas, independentemente da pessoa que assuma um cargo pelos partidos da alternância, quer a nível regional quer nacional, em última análise, o seu desempenho , mesmo nas autarquias, subjuga-se às diretivas dos jogos de interesse que rodeiam esses mesmos partidos. É a sua forma de estar. É assim que funcionam.
Então, faz falta uma alternativa credível. Essa alternativa já existe na Assembleia da República, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma das Açores e da Madeira e nos órgãos autárquicos onde está representada. Tem sido e continuará a ser o Bloco de Esquerda que eficazmente contribuiu para mudanças a favor das pessoas. Chegou a vez do concelho da Horta ter essa representação e beneficiar dessa eficácia. Já passou tempo demais. Já se perderam muitas oportunidades.
 
TI – Que resultados espera alcançar?
MM – Eleger autarcas em todos os órgãos a que o Bloco de Esquerda concorre no nosso concelho.

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