Candidatos à CMH em entrevista ao Tribuna das Ilhas

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TI – O que o (a) motivou a aceitar este desafio? 
HR – Filiei-me no PESSOAS-ANIMAIS-NATUREZA porque sei que o atual modelo económico está em decomposição e urge a necessidade de estarem as mesas de debate prontas para a mudança dos paradigmas de produção e das relações económico-sociais.
Há aqui um grupo de pessoas que quer fazer política pelo prazer que é poder ajudar os nossos concidadãos a terem uma vida plena e equilibrada, e não por motivos egoístas disfarçados de falsas humildades.
Encontrei no PAN as causas que defendo: o Rendimento Básico Incondicional, Bem-estar Animal, Agricultura Biológica, Economia Partilhada, Energias Renováveis, entre outras. O que se quer é o bem-estar das pessoas, animais e da natureza.
 
TI – Que benefícios ou vantagens pode trazer a sua eleição ao município? 
HR – Projetos apetrechados de automatizações não geram emprego. 
O Faial tem que investir à medida da sua realidade, lutando contra a importação. Esta será a luta primordial da eleição de vereadores do PAN e deputados municipais no próximo dia 1 de outubro.
Só buscando a diminuição da quantidade de produtos importados vamos conseguir gerar emprego e assegurar que as nossas pequenas e médias empresas têm meios para subsistir.
Sabemos bem da dificuldade em conseguir uma economia local auto-sustentável na produção de produtos de consumo alimentar, mas sabemos que podemos e devemos reduzir.  Combatermos a importação gera mais economia, logo teremos mais dinheiro que fica na ilha e aumentam-se as probabilidades de surgir mais investimento.
Quanto menos importarmos menos lixo faremos, logo teremos benefícios ambientais e reduziremos os custos autárquicos com a gestão de resíduos, dinheiro esse que poderá ser canalizado para os apoios sociais.
Queremos também trabalhar em conjunto com os nossos agricultores para se fomentar a diversificação das culturas, não podemos ficar agarrados às monoculturas. 
Os resultados de uma presença autárquica do PAN na Horta passa por benefícios ambientais, de saúde e económicos. 
 
TI – Quais as linhas orientadores do seu manifesto eleitoral para estas eleições Autárquicas? 
HR – As linhas orientadoras são a génese do PAN: a transversalidade entre pessoas, animais e natureza. Uma atuação que abarque o todo e não apenas uma parte.
Projectos de impacto ambiental reduzido e elevado valor acrescentado à vida dos faialenses. Projetos economicamente sustentáveis e defensores do nosso património histórico e imaterial.
Há que apostar na transparência da gestão dos nossos resíduos, para que os mitos que envolvem a reciclagem no Faial se dissipem de uma vez por todas. Temos que saber quanto lixo produzimos, quanto reciclamos e quanto exportamos esses dados devem ser publicados mensalmente. O faialense tem que saber que há um produto final do esforço que  faz ao reciclar.
Outra prioridade passa por terminar com os herbicidas, protegendo assim as gerações atuais e futuras de pessoas e animais. 
 
TI – Caso seja eleito quais são os investimentos que considera prioritários para a ilha e para os faialenses?
HR –Temos que ter em conta que a CMH já avançou com um parque de estacionamento, a requalificação do Mercado Municipal e estás prestes a avançar com a Frente Mar. Ora desta forma, estas três obras e a sua conclusão terão de ser prioridade para qualquer cor que assuma a presidência da Câmara. 
Relativamente à Frente Mar, o PAN propõe a extensão da ciclovia já prevista até ao Porto da Feteira, à qual se somaria uma pista de corrida.
Outras das prioridades é requalificação do troço entre a Largo Jaime Melo e a freguesia do Capelo; um sistema de minibus que passe periodicamente e não com horários fixos; e iniciar os estudos urbanísticos que permitam vir a criar em cada uma das treze freguesias um centro público de convívio. É impreterível que esses centros tenham um jardim, um palco, um espaço amplo para que as freguesias organizem os seus eventos.
Permitir que a nossa população citadina possa ter acesso a Hortas Urbanas, algo que o PAN vem a defender de algum tempo a esta parte. 
Não nos podemos também esquecer do necessário aumento do canil municipal, programa de esterilização e da abertura do Centro de Atendimento Veterinário para Animais abandonados ou para donos com dificuldades financeiras.
 
TI – Em relação aos elementos que compõem a sua candidatura que razões motivaram a sua escolha? 
HR – Como disse anteriormente, acredito plenamente nas capacidades de todos os membros das lista do PAN. Tenho comigo um grupo coeso, em vontade de fazer, e hete-rógeneo nas diferentes áreas temáticas que se apresentam à gestão de um município.
 
TI –  A abstenção tem marcado os últimos atos eleitorais, de que modo pensa combater esse facto nestas eleições? 
HR – Apesar da tendência abstencionista ser uma realidade crescente, em eleições autárquicas não se apresenta em número tão elevado como nos restantes atos eleitorais. Em 2013 a abstenção na Horta ultrapassou os 39%. O caminho do PAN continuará, em campanha e durante os quatro anos de mandato, a ser o da sobriedade de discurso e procura incessante por consensos e soluções.
 
TI – Que resultados espera alcançar?
HR – Se as causas que defendemos se tornarem frequentes na ordem do dia poderemos dizer que alcançámos um bom resultado.
Ambicionamos tomar acento nos órgãos decisores do município da Horta. Resta esperar pela noite de 1 de outubro, mantendo a nossa campanha séria e honesta.

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