Candidaturas ao Prémio Crioestaminal 2010 encerram a 10 de Maio

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 A Crioestaminal e a Associação Viver a Ciência (VAC) levam a cabo, pelo sexto ano consecutivo, o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica, galardão que distingue com 20 mil euros o melhor projecto de investigação na área das Ciências Biomédicas. O período de candidaturas encerra no dia 10 de Maio, às 12h00.

 

Podem concorrer ao Prémio Crioestaminal 2010 todos os investigadores portugueses ou estrangeiros, com doutoramento realizado entre 2000 e 2007, que se proponham realizar um projecto de investigação autónomo numa instituição portuguesa. Cada candidato poderá submeter apenas um projecto de investigação, a ser desenvolvido em dois anos, que será posteriormente avaliado por um júri internacional, composto por especialistas de reconhecido valor em várias áreas da Biomedicina.

 

No ano passado, o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica recebeu 54 candidaturas, em diversas áreas de Biomedicina, incluindo Cancro, Neurociências, Biologia do Desenvolvimento e Imunologia. Com esta sexta edição, a Crioestaminal cumpre um importante passo no apoio global à investigação científica nacional, ao totalizar uma verba de 120 mil euros distribuída por jovens cientistas que podem concretizar os seus projectos e contribuir para o avanço das Ciências Biomédicas. 

 

 

A Crioestaminal tem vindo a estabelecer protocolos de colaboração com entidades de referência no sistema científico e tecnológico nacional, com experiência na área das células estaminais e da biotecnologia em geral: Centro de Neurociências de Coimbra, Biocant Park, Instituto Superior Técnico e Centro de Histocompatibilidade do Centro. A estratégia de investigação definida pela empresa tem como objectivo o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, direccionados para o mercado da saúde e Biotecnologia. A grande prioridade da investigação da Crioestaminal é alargar o leque de aplicações das células estaminais do sangue do cordão umbilical, nomeadamente a sua utilização futura em medicina regenerativa para reparação de tecidos danificados.

 

Para a presidente da Associação Viver a Ciência, Maria Mota, este prémio representa “um óptimo incentivo financeiro de base regular para os investigadores a exercerem a sua actividade no nosso país”.

 

Raul Santos, administrador e director-geral da Crioestaminal, considera que “o apoio dado à investigação científica em Portugal assume uma importância primordial”. O responsável tem consciência das dificuldades inerentes ao desenvolvimento de projectos de investigação sem o apoio de entidades privadas e, por isso, argumenta: “a Crioestaminal quer potenciar a investigação e trabalhar no sentido de apoiar a manutenção dos investigadores em Portugal. O nosso país dispõe de excelentes capacidades técnicas, que têm apenas que ser suportadas com investimento. É por este motivo que nos orgulhamos de, pelo sexto ano consecutivo, promovermos o Prémio Crioestaminal e criarmos, assim, mais uma oportunidade para distinguir os jovens investigadores”.

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