Caos nos transportes. Governo dos Açores só dá explicações a reboque de Alexandre Gaudêncio

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A secretária-geral do PSD/Açores afirmou hoje que o Governo Regional só aceitou começar a dar explicações sobre o “caos instalado” nos transportes marítimos e aéreos a “reboque” das intervenções do presidente do partido, Alexandre Gaudêncio.

“O Governo Regional remeteu-se ao silêncio nas últimas semanas perante o caos instalado nos transportes marítimos e aéreos. Foi preciso Alexandre Gaudêncio solicitar reuniões com o Presidente do Governo Regional e com a administração da SATA para que o executivo manifestasse a intenção de dar explicações”, afirmou Sabrina Furtado.

A dirigente social-democrata lembrou que foi só após o presidente do PSD/Açores ter solicitado uma reunião de “carácter urgente” a Vasco Cordeiro sobre os “falhanços” na operação de verão de transporte marítimo de passageiros, que o Governo Regional anunciou a intenção de dar explicações no parlamento.

“Também foi necessário que o presidente do PSD/Açores pedisse um encontro com a administração da SATA para que a Secretária Regional dos Transportes reunisse de emergência com os responsáveis da empresa, numa altura em que faltam lugares nos voos inter-ilhas e foram cancelados vários voos entre Lisboa e as ilhas do Faial e Pico”, frisou.

Segundo Sabrina Furtado, o PSD/Açores “cumpriu uma das suas obrigações enquanto partido com um projeto alternativo, que é exigir explicações ao Governo Regional quando este não as quer dar aos açorianos”.

Os pedidos de reuniões com o Presidente do Governo Regional e com o conselho de administração da SATA, feitos a 11 e 14 de junho, respetivamente, ainda não obtiveram resposta até ao momento.

A secretária-geral do partido sublinhou ainda a “inusitada rapidez” – uma semana – com que foi agendada a audição parlamentar da Secretária Regional dos Transportes sobre a operação de transporte marítimo de passageiros e viaturas, enquanto que a audição proposta pelo PSD/Açores, para que a governante fosse ouvida sobre a divulgação ilegal de dados pessoais de passageiros da Atlânticoline, “demorou sete semanas a ser marcada”.

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