Carência de efetivos na Esquadra da PSP da Horta não condiciona o seu funcionamento

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 A escassez de efetivos nas esquadras da Polícia de Segurança Pública dos Açores tem suscitado alguma preocupação na Região. O exemplo mais recente foi o requerimento remetido pelo PS/Açores à Assembleia Legislativa Regional, a denunciar esta situação, alertando para o prejuízo que ela provoca no normal funcionamento do 112 e das próprias esquadras. Na sequência destes alertas, Tribuna das Ilhas conversou com o comandante da PSP da Horta. Carlos Ferreira reconhece a carência de efetivos, no entanto garante que as Esquadras têm conseguido funcionar dentro da normalidade.

 “O nosso dispositivo está distribuído pelas ilhas do Faial, Pico e Flores, prevendo-se para breve a instalação de elementos em permanência na ilha do Corvo, onde já garantimos a missão de segurança aeroportuária e devemos prestar um serviço integral, 24 horas por dia e durante todo o ano, ao serviço da população da mais pequena ilha do arquipélago”, refere o Subintendente. Quanto à esquadra da Horta, “trata-se de uma subunidade que tem à sua responsabilidade, em termos territoriais, toda a ilha do Faial, mas que é apoiada no policiamento pelas esquadras de competência específica, quer seja ao nível do trânsito e segurança rodoviária, da ordem pública e fiscalização policial, ou da segurança da aviação civil no aeroporto da Horta, onde existe uma esquadra específica para o efeito”, revelou.

Segundo Carlos Ferreira, “a estas vertentes acresce o excelente trabalho que tem sido desenvolvido pela esquadra de investigação criminal na identificação e responsabilização de autores de crimes, com uma taxa de sucesso excecionalmente elevada, e também na condução de inquéritos mais complexos, mormente no combate ao tráfico de estupefacientes, de que é exemplo o processo em curso no tribunal da Horta, com 19 arguidos e cerca de uma centena de testemunhas”, destacou.

Questionado sobre o número de efetivos necessários para o normal funcionamento da Divisão, o responsável esclarece que “a PSP não tem por hábito quantificar o seu efetivo, mas se a esquadra da Horta tivesse mais cinco elementos, poderia servir ainda melhor a comunidade”.

Carlos Ferreira afirma que os polícias que compõem a Esquadra da Horta “fazem um esforço diário para cumprir uma multiplicidade de missões, que vão desde a prevenção de ilícitos à resposta rápida a solicitações dos cidadãos, passando pela intervenção em situações com portadores de anomalia psíquica e, com especial intensidade no corrente ano, ao cumprimento de ações de policiamento de visibilidade destinadas a contribuir para o sentimento de segurança da população, designadamente das camadas mais vulneráveis como as crianças e os idosos”.

 Escassez de recursos exige esforço acrescido

A Divisão Policial da Horta tem à sua responsabilidade dez esquadras a funcionar 24 horas por dia que são apoiadas pelos serviços do Comando da Divisão da Horta, cuja carga administrativa é elevada, para além da multiplicidade de missões atribuídas à PSP da Horta, daí que a escassez de recursos humanos exige um esforço acrescido.

A este respeito o Subintendente lembrou que “ao longo do corrente ano, a Divisão policial da Horta já desenvolveu mais de 500 operações policiais e acções de sensibilização”. “Este trabalho tem contribuído para a diminuição da criminalidade geral e da criminalidade violenta e grave, que apresentam tendências de descida face ao ano anterior, e como não podemos estar em todo o lado e prevenir todos os crimes, tem sido desenvolvido um trabalho importantíssimo na resposta imediata às solicitações e na investigação célere dos crimes patrimoniais, com resultados palpáveis”.

A título de exemplo, recordou “que nas últimas duas semanas foram detidos em flagrante delito ou identificados em 48 horas, sete autores de furtos ou burlas nas ilhas do Faial e Pico, com apreensão dos objetos e possibilidade de restituição aos legítimos proprietários após a devida tramitação processual”. 

Carlos Ferreira reconhece que a falta de efetivos já levou ao encerramento temporário de esquadras da abrangência da Divisão Policial da Horta, com especial destaque nos turnos da noite e no fim de semana, ainda que em situações excecionais. “No quadro atual, é difícil que não aconteça, e esperemos que esta situação possa ser corrigida com a maior brevidade possível”, refere, garantindo que na esquadra da Horta este cenário nunca se verificou.

Leia esta resposta completa na Edição Impressa do Tribuna das Ilhas de 28 de novembro de 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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