Carlos Ferreira diz que Câmara Municipal da Horta não defendeu os interesses dos munícipes no Parque de Estacionamento da Rua de São João

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“Não admitirei que se possam perder vidas debaixo daquela estrutura”.

Foi com esta frase perentória que Carlos Ferreira, candidato à Presidência da Câmara Municipal da Horta, deixou clara a sua posição sobre a utilização do Parque de Estacionamento na Rua de São João, obra realizada pelo Município da Horta e que integra a primeira fase do projeto da Frente Mar.

“Caso vença as eleições e seja Presidente da Câmara tomarei a decisão de mandar demolir o Parque de Estacionamento da Rua de São João – pedindo desculpa aos faialenses por estar a enterrar o seu dinheiro, estimado em cerca de um milhão de euros – se não me forem dadas todas as garantias de segurança na sua utilização”, afirmou o candidato da Coligação Juntos Pelo Faial.

A posição, surpreendente, mas inequívoca, foi tornada pública no debate promovido por uma rádio on-line e que juntou os cinco candidatos à Câmara Municipal da Horta.

Para Carlos Ferreira é urgente saber como foi possível tal acontecer: “Os faialenses têm direito a saber porque é que a Câmara não defendeu os interesses do Município e dos munícipes enquanto a empresa Pedro Serôdio ainda estava na obra”.

“Há relatórios mensais da fiscalização e o Dono da Obra, que é a Câmara Municipal da Horta, tem a obrigação de os ler. Já havia informações de problemas quando a empresa ainda estava na obra. Porque é que a Câmara Municipal não agiu?”, questionou.

O candidato considerou ainda que a Câmara Municipal da Horta em vez de defender o município e os interesses da população e dos Faialenses, optou por proteger a empresa de construção e os responsáveis pela fiscalização.

“Agora que a empresa já foi encerrada, é muito mais difícil recuperar o dinheiro (cerca de um milhão de euros) investido, ficando o erário público extremamente prejudicado”, concluiu.

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