Carlos Morais: “Queremos definir estratégias de inovação comercial para melhorar a rentabilidade da empresa”

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Carlos Morais DR TI

Cinco meses após a tomada de posse como presidente da Urbhorta, Carlos Morais fala ao Tribuna das Ilhas sobre as suas primeiras impressões da empresa municipal desde que assumiu o cargo, a sua situação financeira, as surpresas que encontrou e o seu estilo de governação.

Tribuna das Ilhas (TI) – Já passaram cinco meses desde que assumiu a presidência da Urbhorta. Como foram estes primeiros tempos? Teve surpresas?
Carlos Morais (CM) – Sim, tivemos surpresas, essencialmente no Parque Empresarial (PE). Existia uma série de questões por resolver com os lotes e alguns assuntos mais complexos que nos tiraram algum tempo.
Felizmente, hoje isso está praticamente resolvido, faltando só a situação de lotes que estavam apalavrados a duas pessoas e foi preciso encontrar uma plataforma de entendimento. Estamos a tentar resolver isso, o que penso que acontecerá até final de abril.
Em relação aos colaboradores da Urbhorta, não existe um acordo coletivo de trabalho. Este Conselho de Administração está empenhado em consegui-lo para dar estabilidade, progressão e motivação aos colaboradores.
TI – Como encontrou a empresa em termos financeiros?
CM – A empresa vive de dois contratos programa com a Câmara Municipal da Horta (CMH). Tem um passivo de 2.045 mil euros. Parte desse financiamento teve a ver com a questão do PE. Acontece, porém, que neste momento os lotes estão todos vendidos, exceto os dois de que falei.
Passada esta etapa, já não teremos receitas para fazer face a este pagamento do PE. Este é um dado que nos preocupa até porque uma das questões em campanha eleitoral prendia-se com o próprio aumento do PE.
Já começamos a trabalhar na sua expansão, que terá de ser feita com recurso à banca. Vamos ter de encontrar plataformas de entendimento com os proprietários daquela zona sobre as respetivas indemnizações da compra dos terrenos. Teremos de encontrar modo de financiamento, mas também parceiros. Esse financiamento será com reserva de propriedade de cada lote, e em cada lote que se venda será amortizada a própria dívida para que, quando chegarmos ao fim da venda dos lotes, não exista dívida.
TI – A UrbHorta tem à sua responsabilidade a gestão de infraestruturas municipais como o Teatro, a Piscina, o Centro Hípico, os Parques de Campismo da Praia do Almoxarife e Varadouro e o PE. Sugerimos uma análise à situação atual de cada um deles. Podemos começar pelo Teatro Faialense.
CM – O Teatro precisa de reparações, mas tem estado sempre à disposição da comunidade cultural do Faial. Felizmente temos muitas solicitações e uma boa dinâmica cultural, e temos colaborado dentro das nossas possibilidades. Agora, teremos de rever preços da utilização do Teatro. Sabemos que temos uma função social, mas temos de encontrar um meio termo entre a função social e a sustentabilidade da empresa. Temos 31 recursos humanos a quem temos de pagar ordenados todos os meses.

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