Carlos Tomé lançou, na Horta, “Um Perigoso Leitor de Jornais”

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O jornalista Carlos Tomé apresentou na cidade da Horta o seu mais recente livro intitulado “Um Perigoso Leitor de Jornais”. Este romance,ocorrido antes do eclodir da Segunda Guerra Mundial, retrata a vida de um carteiro ávido de conhecimento, incansável 

consumidor de tudo quanto se
publicava na imprensa, e de ter sido preso e degredado sem nunca ter feito mais do que ler jornais. Autor do livro de contos “A Noite dos Prodígios e outras histórias”, em 2002, e do romance “Morreremos Amanhã”, em 2006, esta obra marca o reencontro de Carlos Tomé
com a escrita.

Decorreu no dia 12 de julho, na Casa Manuel de Arriaga, o lançamento do livro de Carlos Tomé “Um “Perigoso Leitor de Jornais”, com a chancela da Artes e Letras.
A obra romanceia um acontecimento que abalou Ponta Delgada, num tempo de grande complexidade política e social como foi aquele que precedeu o eclodir da Segunda Guerra Mundial, e em que a vida de um pacato carteiro começou a mudar num dia frio e chuvoso de 1937 no exato momento em que notou algo de estranho na correspondência que entregava numa casa da Rua d´Água, em Ponta Delgada.
Nos três anos seguintes, o carteiro acabou por ver-se progressivamente envolvido por uma teia de acontecimentos tecida quer pelo desenrolar desse incidente, quer pela sua insaciável curiosidade em saber o que o rodeava, na ilha, no país e no mundo.
Esse é o pano de fundo do mais recente livro de Carlos Tomé, neto do carteiro à volta do qual o escritor romanceia um acontecimento que abalou Ponta Delgada, mas a que os jornais locais não dedicaram uma linha sequer, amordaçados que estavam pela censura do Estado Novo salazarista.
“Um Perigoso Leitor de Jornais” é o título do romance, numa alusão irónica ao facto de a principal personagem, o carteiro sempre ávido de conhecimento e, por isso, incansável consumidor de tudo quanto se publicava na imprensa, ter sido preso e degredado sem nunca ter feito mais do que, exatamente, ler jornais.
Depois do livro de contos “A Noite dos Prodígios e outras histórias”, em 2002, e do romance “Morreremos Amanhã”, em 2006, esta obra marca o reencontro de Carlos Tomé com a escrita.
O escritor nasceu em Ponta Delgada, em 26 de outubro de 1951, tendo iniciado a sua carreira profissional de jornalista em 1969, no jornal “Diário dos Açores”, transitando, em 1976, para a RTP-Açores, que abandonou em 2007, após ter sido Chefe de Serviço Adjunto de Programas e Diretor de Informação. Foi Chefe de Redação do semanário “Jornal de Ponta Delgada” e repórter-correspondente nos Açores dos jornais “A Capital” e “Expresso”.
Foi dirigente nacional do Sindicato dos Jornalistas e assessor para a Comunicação Social do Presidente do Governo dos Açores, Carlos César, entre 2007 e 2012, e do Vice-Presidente, Sérgio Ávila, entre 2012 e 2016. Ganhou, em 1989, a primeira edição do “Prémio Açores”, com A Geração Esquecida, uma grande reportagem sobre a importância dos açorianos no povoamento do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, tornando-se, desde essa data, admirador confesso da História, das gentes e da cultura do estado gaúcho.
Foi ainda agraciado, em 2011, com a Medalha da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e é Cidadão Honorário de Porto Alegre desde 4 de agosto de 2011. Publicou, em 2002, “A Noite dos Prodígios e outras histórias” (livro de contos, editora Salamandra) e, em 2007, “Morreremos Amanhã” (um romance que tem como pano de fundo a guerra colonial portuguesa, editora Artes e Letras). Participou, em 2007, na antologia “Contos de Algibeira” (editora Casa Verde, Porto Alegre, Brasil) e, em 2008, na coletânea “MAGMA”.

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