Carnavais e Carnavais

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A minha relação com o Carnaval foi arrefecendo à medida que me fui tornando adulta. Tenho recordações muito felizes dos meus carnavais de criança; da trabalheira que a minha mãe, a minha avó e as minhas tias tinham para nos fazer – a mim, à minha irmã e às minhas primas – fantasias lindíssimas, que nós desfilávamos com orgulho na matiné da freguesia, o cuidado inicial com a fatiota rapidamente relegado para segundo plano pela vontade de deslizar pelo chão encerado coberto de serpentinas e confetis.
Na adolescência, o gosto pelos disfarces manteve-se, desta feita pelos disfarces em grupo com os amigos, pelas noites mal dormidas, ou não dormidas, de tal modo que os dias de Carnaval se transformavam num fenómeno temporal singular em que não se sabia muito bem quando começava um e acabava outro.

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