Sempre detestei cosmopolitas periféricos, aqueles que, sendo da semiperiferia do mundo capitalista, sentem que têm mais em comum com Bruxelas, Paris e Nova York do que com Aveiro, Rio de janeiro ou Luanda. Detesto-os tanto como eles detestam Portugal. Não somos provincianos, somos pobres, e como todos os pobres o são de forma diferente, nós também o somos à nossa maneira.
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