Caetano Veloso, ao afirmar-se “bahiano e estrangeiro”, para além de ser uma reflexão sobre a sua identidade, era uma das bases intelectuais do movimento tropicalista, que o mesmo tentara criar na Música Popular Brasileira para combater aqueles que rejeitavam a cultura de massas, a integração dos ritmos brasileiros com os progressos estrangeiros e o obrigavam a seguir a identidade típica nacionalista-populista da altura. O jornalismo faialense, tal como Caetano, deve ser “açoriano e estrangeiro”, integrando a sua condição insular com as possibilidades de comunicação internacionais modernas e os debates europeus e mundiais que moldam as nossas ilhas, caso contrário, transformar-se-á apenas numa espécie de fenómeno etnográfico sustentado pela benevolência do governo e da população.
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