Cartas de um Jovem Irrequieto: Associativismo para todos

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Miguel Duarte site

Há quem pense que vive para além de uma sociedade ou de um coletivo, que a democracia é um estado natural e que não precisa do semelhante para viver. Não podia estar mais errado, principalmente porque aquilo que lhe permite expressar tal ideia, a democracia, não é estacionária, é uma escolha de um povo que a definiu entre si, a sua igualdade. Se esta organização social luta contra o que é natural, obviamente é frágil e se as pessoas pararem de acreditar nela, cai. Assim, com o associativismo, lembramos diariamente os mais esquecidos, e construímos uma democracia participativa em que os políticos têm reconhecimento social e não são resultado de escaladas do sistema partidário.

Contudo, o associativismo português não está bem de saúde. Os sindicatos falharam na adaptação ao novo tecido empresarial, constituído por pequenas e médias empresas. A situação atual, reflete-se, também, nas associações de estudantes universitários, existindo várias universidades que são apenas braços de uma luta das juventudes partidárias, deixando jovens apolíticos ou independentes, que não se encontram nestes círculos de influência, fora das decisões. E se é tida em conta a situação socioeconómica atual, em que não existe um sentimento de revolta por parte dos estudantes suficiente para combater as esferas de influência partidária, estas associações caem no esquecimento, em detrimento de lutas de baixo nível dos chamados “jotas”.

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