Casa de Infância de Santo António – Maria da Conceição Bettencourt frequentou o ensino secundário no Colégio

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A picoense Maria da Conceição Bettencourt, veio para a ilha do Faial, nos anos 60 para frequentar o ensino secundário na Casa de Infância de Santo António.
Acabou o secundário e ingressou na faculdade de Farmácia onde fez o Bacharelato e a Licenciatura. Atraída pela componente analítica frequentou ainda os Hospital da Universidade Coimbra (HUC) de onde tirou especialidade de análises Clínicas no ano 1975.
Na sequência das entrevistas que o Tribuna das Ilhas tem efetuado no âmbito das comemorações dos 160 anos da CISA, conversámos com a ex-aluna desta instituição centenária.

“Nos anos 60 as crianças da ilha do Pico que ao terminar a 4.ª classe quisessem prosseguir a sua instrução teriam de vir para o Faial”, explicou Maria da Conceição Bettencourt ao Tribuna das Ilhas, no âmbito das entrevistas que temos vindo a efetuar, numa parceria com a CISA, com vista a marcar os 160 anos desta instituição.
A ex-aluna conta que foi o que lhe aconteceu em outubro de 1960, quando veio do Pico para ingressar na CISA por ser uma das ofertas disponíveis para prosseguir estudos.
“Ingressei no Colégio da Santo António, (uma das hipóteses de ensino secundário na altura eram o Colégio ou o Liceu) mas para quem vinha de outra ilha era mais prático e seguro o Colégio, pois não havia que andar à chuva na deslocação para as aulas”, revela.
Maria da Conceição Bettencourt, avança à nossa reportagem que permaneceu no Colégio até ao 5.º ano. E como a maior parte das meninas que frequentavam a instituição teve bom aproveitamento escolar. “Dispensei a prova oral no 2.º ano e no 5.º ano dispensei a prova oral da parte de ciências tendo ido à oral de letras”, salienta com orgulho.
A picoense confessa com ar brincalhão que sempre gostou muito de brincar e pregar partidas às colegas “motivo que ainda hoje é lembrado”.
A profissional de farmácia lembra ainda que “nessa época era difícil para muitos pais satisfazer a vontade dos filhos em prosseguirem os seus estudos pelo que muitos iam para o magistério primário ou tiravam somente o 5.º ano”.
Esse não foi o seu caso. Maria da Conceição seguiu para Coimbra ao terminar o Liceu. Ingressaou na faculdade de Farmácia onde tirou o Bacharelato e a Licenciatura.
“Após a licenciatura e porque gostava mais da parte analítica entrei nos HUC no estágio de análises clínicas. Findo este fiz exame à Ordem das Farmácias tendo obtido assim a especialidade de análises clínicas no ano de 1975; ano em que regressei ao Faial para o então Laboratório da Junta Geral”, avança.
Já no Faial, em 1977 montou o seu laboratório de análises clínicas que ainda hoje existe e que a enche de orgulho, uma vez que as “dificuldades são muitas” reconhece. Dois anos depois, em 1979 comprou o alvará da Farmácia Lecoq também nesta cidade.
Para a ex-aluna andar na CISA “era sinonimo de ótima formação e camaradagem estar sempre alerta para ajudar quem necessite”.
No seu entender a CISA “foi e ainda é a casa de albergue para muitas crianças a quem a vida não sorri todos os dias”, defende.

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