CDS-PP Açores repudia declarações de Carlos Zorrinho acerca do processo de vacinação contra a COVID-19

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DR/CDS
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O deputado Rui Martins, do Grupo Parlamentar do CDS-PP, apresentou nesta terça-feira um voto de protesto pelas declarações do eurodeputado Carlos Zorrinho acerca do processo de vacinação contra a COVID-19 nos Açores, nas quais o eurodeputado socialista afirmou que o Governo dos Açores “é uma frente de oposição ao Governo do Continente”.

No entender de Rui Martins, as declarações de Carlos Zorrinho “merecem o nosso veemente repúdio, tanto mais que as relações entre os dois governos, da República e Regional, se devem pautar no estrito campo da colaboração e cooperação institucionais e nunca no campo das lutas político-partidárias”.

O deputado do CDS-PP Açores referiu que “o Governo Regional dos Açores, pela voz do seu Vice-Presidente Artur Lima, anunciou e entretanto formalizou em pedido ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, para que o Estado português invoque o Acordo de Cooperação e Defesa entre a República Portuguesa e os Estados Unidos da América a fim de estabelecer cooperação com as autoridades dos EUA para a vacinação dos açorianos contra o vírus SARS-CoV-2”, recordando igualmente que “pela voz do Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, foi solicitada diligência do Governo da República, junto da Comissão Europeia, para o reforço do número de vacinas contra a COVID-19 a disponibilizar aos Açores enquanto região ultraperiférica, invocando para tal o disposto no artigo 349.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia”.

“Estas solicitações visam, acima de tudo, e porque a Região é composta por nove ilhas, das quais seis não possuem hospital, salvaguardar a inoculação de populações que, por esta realidade, estão certamente mais vulneráveis”, frisou Rui Martins. “O Sistema Regional de Saúde tem debilidades e o Senhor Eurodeputado Carlos Zorrinho conhece-as muito bem. Carlos Zorrinho sabe muito bem o estado em que a Saudaçor deixou a prestação de cuidados de saúde na região. É conhecedor dos muitos projetos falhados da Saudaçor, e das largas centenas de milhar de euros gastos com o SIS-ARD, por exemplo. Se efectivamente houvesse uma rede de partilha de informação entre as diversas instituições prestadoras de cuidados de saúde, talvez não estivéssemos agora a falar em regimes de excepção. Talvez pela via digital tivéssemos alguma continuidade territorial.”

Rui Martins reiterou que é “inadmissível que um eurodeputado venha falar em forças de oposição ao Governo da República quando apenas se está, no exercício do nosso direito autonómico, a tentar salvaguardar a efectiva mitigação de uma pandemia em territórios ultraperiféricos com as vicissitudes próprias destes e que nós tão bem conhecemos”.

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